Alteridade comprometida

Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 07/11/2016
Nota tradicional: 800
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É fato que, ao longo da nossa história como colônia de exploração, inúmero [inúmeros] foram os povos formadores da nossa cultura. Desde os indígenas, escravos africanos e portugueses da monarquia, até os japoneses e italianos das repúblicas, contribuíram para a tamanha diversificação cultural e, consequentemente, da quantidade de religiões diferentes presentes aqui. Assim, o problema da intolerância religiosa no nosso país é comum, [sem vírgula] e deve ser combatido.

Primeiramente, é importante analisarmos a presença dessa adversidade relacionada ao desenvolvimento da nação. Uma vez que a intolerância de crenças compromete a alteridade da população brasileira, ela causa inúmeros problemas humanos como a violência. Não obstante, ela também está ligada com a economia nacional, já que a Organização das Nações Unidas (ONU) condena tal prática, e muitas empresas e investidores internacionais evitam relacionar-se com países com instabilidade social.

Outro problema é o prejuízo do sistema de ensino brasileiro, que é, em grande parte, afetado por essa violência. Como essa questão compromete a divulgação de ideais sociais e de respeito para com o próximo, tal intolerância, infelizmente, acaba sendo beneficiada. Por assim dizendo, ao garantirmos uma educação mais eficaz, voltada para o ensino inter-religioso, ?[sem vírgula]  e livre desse preconceito, estaremos mais próximos da erradicação do mesmo.

Portanto, de acordo com Sartre, “a violência sempre é uma derrota”, então, precisamos tomar certas medidas para sairmos vitoriosos da batalha contra a intolerância religiosa. Uma delas é a renovação das leis atuais sobre a laicidade do Estado e o respeito às religiões, pelo poder legislativo, buscando a diminuição desse problema e ajudando a todos os brasileiros. Também é de suma importância, com o auxílio das famílias, escolas e do ministério da educação [letra maiúscula], a criação de projetos educacionais, como palestras, com o objetivo de consolidar e levar ensino, principalmente aos jovens, sobre esse assunto. Assim, conseguiremos instruir a todos a como “amarmos uns aos outros como se não houvesse amanhã”, como já dizia Renato Russo, indiferente [independentemente] de qual religião cada um segue.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos