Drogas da evolução

Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/10/2016
Nota tradicional: 750
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É fato que, [sem vírgula] a espécie humana, bem como todas as outras espécies conhecidas, de acordo com as ideias de Charles Darwin, evoluiu e está em constante evolução. No entanto, no nosso caso, não foram somente físicas as mudanças pelas quais passamos. Nós, seres humanos, desenvolvemos, junto à nossa genética, nossos meios de produção. Um grande exemplo sobre essa evolução técnica a qual executamos, [sem vírgula] foi a evolução da medicina e da medicação. E, hodiernamente, especialmente no Brasil, os problemas ligados a essa área, como a automedicação, podem representar sério risco à população.

Esse problema, decerto, dependendo do caso tratado, não apresenta perigo à sociedade, pelo contrário, ajuda a descongestionar os hospitais públicos, os quais já passam, no momento, por uma séria crise de falta de infraestrutura e organização. Ajudando aos [os] pacientes que não possuem doenças graves e que podem ser tratadas por drogas compradas sem a apresentação de receita médica, nas farmácias, ou distribuídas gratuitamente nos postos de saúde, a automedicação, restrita a esses eventos, é essencial para a hegemonia da saúde brasileira.

Contudo, com o desenvolvimento das novas tecnologias como a internet, a disseminação de técnicas, remédios, tratamentos, dentre [entre] outros, de forma liberada, pode representar um risco a muitos brasileiros. Hoje, é comum pesquisarmos na internet sobre alguns sintomas e medicamentos que os tratem. Porém, devido à liberdade da criação de conteúdos por qualquer usuário virtual, a total confiança em diagnósticos e em curas, desconsiderando os médicos e hospitais, promove muitos casos de intoxicações e alergias. Também, quando tratamos de drogas como antibióticos, o uso desregular incentivado pela falta de informações, ou informações corretas, é ainda mais perigoso.

Portanto, como dizia o famoso médico Paracelso, “Não há nada na natureza que não seja venenoso. A diferença entre remédio e veneno está na dose de prescrição”. Assim, podemos inferir que, apesar de todos os benefícios da automedicação, enquanto não houverem [houver] meios realmente seguros para a obtenção de informações sobre isso, sem a ajuda dos médicos, devemos tomar algumas medidas para proteger a população dos “venenos” da natureza. Uma delas é a aprovação de leis pelo poder legislativo, obrigando às [as] empresas a criarem [criar] bulas de remédios mais completas, bem como plataformas virtuais com informações verdadeiramente comprovadas sobre os remédios. Também, [sem vírgula] é de suma importância a instituição de projetos educativos sobre o correto uso das medicações, a toda a população, auxiliados pelas escolas e organizações como o SUS e a ABRASCO. Enfim, conseguiremos separar veneno de remédio e aproveitar o máximo das “drogas da evolução”.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 750 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos