Automedicação: Remédio ou Veneno?
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Cuidar da saúde é uma atividade constante, principalmente quando essa [ela] se encontra ameaçada por uma doença, a qual deve ser tratada o quanto antes for descoberta [vírgula] visando a [à] melhora do quadro e seu não agravamento. Embora o ideal seja procurar um profissional da área dq [da] saúde, muitas vezes tais casos podem ser resolvidos com a automedicação sem necessariamente ser algo ruim.
Apesar de a automedicação ser vista como uma prática imprudente, na maioria dos casos, ela resolve o problema das pessoas sem que precisem procurar um médico. Ao longo do ano é comum que as pessoas tenham certas doenças, como resfriados, dores de cabeça, pequenas inflamações, que, por experiência e autoconhecimento, é sabido que serão sanadas em poucos dias. Excetuando-se casos alérgicos, os remédios comercializados livremente são bastante seguros para o uso comum, auxiliando a aliviar os sintomas enquanto o corpo se cura. Sendo assim, a automedicação evita o transtorno de ir a um consultório, além de contribuir para que o sistema de saúde possa se ocupar com casos mais graves.
Por outro lado, caso a melhora nao [não] aconteça, é fundamental a intervenção de um profissional para correto diagnóstico e tratamento. “Ao persistirem os sintomas [vírgula] o médico deverá ser consultado”, famosa frase ouvido [ouvida] ao final das propagandas de medicamentos é simples, porém muito precisa para com o cuidado com a saúde. Essa ação é importante pois [porque] negligenciar qualquer doença ou tentar se medicar com drogas específicas pode ser perigoso. No caso dos antibióticos, por exemplo, seu uso errôneo aumenta as chances de uma bactéria se fortalecer e ser fatal. E uma doença não tratada também pode se agravar em um quadro irreversível.
A automedicação é uma prática comum e tem seu papel positivo para a população e no sistema de saúde. Contudo, é importante que as pessoas procurem se consultar sempre que seu quadro persistir ou for diferente do habitual para o correto tratamento. Além disso, é necessário que o controle sobre medicamentos específicos continue sendo rigorosamente feito pela ANVISA a fim de só ter acesso aqueles que possuem receita médica para tratamento de doença. “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose”, da mesma forma é a automedicação, que se praticada com responsabilidade será somente o remédio.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |