As vertentes da automedicação

Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/10/2016
Nota tradicional: 650
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A prática da automedicação sempre foi presente na vida das pessoas. No início o homem primitivo usava de recursos minerais, animais e naturais para se proteger ou curar doenças. Hoje, os meios para a cura modernizaram-se consideravelmente  [vírgula] o que resulta em inúmeras facilidades, porém, há divergências sobre o uso indiscriminado de remédios que podem acarretar em diversas consequências.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 50% da população mundial tomam [toma] medicamentos de maneira indevida e outros 1/3 desta não têm [tem] acesso aos medicamentos essenciais,  [ponto final] é notável a falta de informação ao que se toma e a grande deficiência na distribuição correta de medicamentos. É presente nos hospitais um bom número de pessoas com alergias, dependências e outras reações adversas, em últimas instâncias até morrem pelo uso de medicamentos por conta própria ou diagnósticos errôneos, pois o paciente passa a tomar fielmente o que lhe fora recomendado e muitas vezes a utilização inadequada pode agravar a doença por esconder sintomas principais desta sem tratá-la eficazmente.

A propaganda imposta pela mídia a respeito dos medicamentos contrasta com a pequena notoriedade que ganha outros tipos de avisos para o perigo da automedicação. A falta de consulta presencial faz as pessoas visitarem o “Dr. Internet” procurando soluções e métodos online, mesmo estas sendo com elementos naturais integrados à medicina alternativa como plantas medicinais  [vírgula] é válido ser cuidadoso quanto ao uso, pois apesar de natural não se elimina o risco alérgico. Enfatizar a ida ao médico é algo que vemos sempre, porém devemos imaginar como ficariam os centros de saúde públicos que já são em sua maioria superlotados se fôssemos ao seu recurso por simples problemas como uma dor de cabeça ou um resfriado.

Portanto, uma solução a este [esse] problema,  [sem vírgula]  é a fiscalização efetiva em farmácias e hospitais a respeito da distribuição medicamentar e orientação a balconistas, profissionais da saúde e população em geral. A mídia, portanto, deveria não só divulgar medicamentos, mas também, [sem vírgula]  falar avidamente [sobre] riscos, finalidades e efeitos colaterais, assim o consumidor teria ciência ao que ingere. O imediatismo atual nos pede difusões informacionais mais dinâmicas do que ler extensas bulas e por vezes não entender o que elas querem dizer.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 100 Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 650 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos