Hábito Controverso
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
É um hábito da sociedade, ao se deparar com anormalidades em relação a sua saúde, buscar a automedicação, sem o diagnóstico de um profissional da saúde. Mesmo comum, tal ato gera diversos questionamentos quanto a sua adoção.
O cenário da saúde pública e privada tem sido um dos principais fatores contribuintes para a difusão e manutenção desse hábito, considerando os tempos de espera e a precariedade dos serviços, aliados aos altos custos de consultas e tratamentos, quando a busca é por hospitais privados.
Dessa forma, tem-se têm-se / há] dois lados conflitantes: a saturação do sistema de saúde e os riscos que a automedicação pode trazer, como intoxicação e o agravamento do quadro de saúde devido a reações alérgicas e combinações indevidas de remédios.
É notório e bastante discutido que a automedicação poderia ajudar a desaforgar o sistema de saúde. No entanto, julgar que certos casos podem ser tratados com a automedicação pode ser bastante arriscado e problemático, uma vez que a minimização de sintomas pode não significar a cura e há grande probabilidade de diagnósticos errôneos, sucedidos por tratamentos não apropriados.
Não se deve, portanto, admitir a automedicação, mas [vírgula] sim [vírgula] exigir um sistema de saúde que atenda a demanda, a começar pelo atendimento médico em farmácias, facilitando o acesso do público, além de ter como meta a criação de hospitais e postos de saúde com atendimento proporcional à [às] zonas [em] que serão instalados, seja pelo governo ou a [, seja pela] iniciativa privada. Espera-se que assim os problemas quanto a saúde comecem a diminuir e a automedicação torne-se um hábito obsoleto.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 100 | Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 100 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 650 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |