Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
O uso de medicamentos sem prescrição médica é atualmente o primeiro recurso utilizado pela maioria da população ao se deparar com doenças "comuns" ?[vírgula] como as cefaleias benignas e doenças virais. No entanto, estando à mercer [mercê] de um sistema público de saúde precário, o praticante da automedicação muitas vezes desconhece os riscos que corre ao ingerir determinadas drogas farmacêuticas.
As alergias a medicamentos e a mistura de fármacos são alguns dos males desconhecidos pelo indivíduo que se automedica. Os antibióticos, por exemplo, quando utilizados a longo prazo ?[vírgula] podem causar hepatite e diversos problemas no sistema digestório. Os analgésicos, muito utilizados para "curar" dores de cabeça, podem mascarar doenças ?[vírgula] como problemas de visão e até mesmo doenças mais graves ?[vírgula] como o aneurisma cerebral.
Apesar disso, a automedicação torna-se justificável a partir do momento em que o Sistema Único de Saúde (SUS) demonstra-se ineficiente quanto ao atendimento à população, já que é necessário passar dias para marcar uma consulta e horas numa [em uma] fila para ser atendido; [ponto final] a quantidade de médicos e medicamentos é precária; e a indústria farmacêutica ?[vírgula] visando o [ao] lucro, permite a venda de remédios sem receita médica, o que deixa claro o total descaso na saúde do país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Seguindo a premissa do filósofo Jacques Bossuet de que "a saúde depende mais das precauções que dos médicos", cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério das Comunicações disseminar para a população, através [por meio ]de campanhas midiáticas, os problemas causados pela automedicação e incentivar a consulta preventiva. Também é necessário ocorrer uma reforma efetiva no SUS e na indústria farmacêutica, ?[sem vírgula] para assim melhorar a qualidade da saúde brasileira.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |