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A automedicação e o uso indevido de medicamentos são problemas recorrentes em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O uso desses remédios, de forma incorreta, pode acarretar o agravamento de doenças, anulação ou potencialização do efeito de outro medicamento e até o aumento da resistência de micro-organismos. Em casos mais graves, a automedicação está altamente ligada a reações alérgicas, dependência e até a morte. Por esses motivos, o combate à automedicação deve ser ampliado e divulgado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) ?[vírgula] existe o uso racional de medicamentos (URM) ?[vírgula] que ocorre quando os pacientes recebem fármacos apropriados às necessidades clínicas individuais e por períodos adequados, o que é diferente da automedicação. A prática do URM é muito mais comum em países em desenvolvimento e é visto [vista] como [de] grande ajuda para a área da saúde, afinal, esse tipo de medicação descongestiona as filas nos centros médicos e ameniza o tempo de espera nos consultórios, principalmente em países como Índia, Venezuela e Colômbia.
Já no Brasil, entidades como a Educanvisa - que tem um projeto para auxiliar o entendimento de temas complexos na área da saúde - e os Hospitais Sentinelas - rede de hospitais que notificam efeitos adversos dos medicamentos - são ações que visam combater à [a] automedicação e a falta de informação dos efeitos da mesma [dos efeitos dela]. Por meio desses projetos, o Estado busca elevar o nível de instrução da população e alertar sobre os problemas do consumo incorreto de medicamentos e seus efeitos contrários.
Dessa forma, fica claro que o combate à automedicação é necessário e altamente possível. A conscientização da população, seja por projetos do governo ou [seja] pela melhora no grau de instrução, é a ferramenta mais eficaz para erradicar um hábito nocivo e que muitos desconhecem.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
50 |
Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |