Automedicação : Depreciação da saúde ?
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
A automedicação, termo cognominado para a utilização de remédios por conta própria ou por indicação de pessoas leigas em medicina, tem se difundido amplamente pelos hemisférios terrestres. Essa prática [vírgula] apesar de ser comumente praticada [vírgula] pode levar à [a] complicações e [vírgula] em casos com maior gravidade, a [à]morte.
Devido à falta de estruturação dos setores públicos, como no SUS por exemplo, a população opta por uma solução rápida para dores casuais. Dentre [Entre] os remédios mais procurados sem prescrição [vírgula] encontram-se analgésicos e anestésicos. Um bom exemplo destes é o Dipirona [vírgula] que [vírgula] usado excessivamente [vírgula] pode causar anafilaxia [vírgula] culminando até em uma insuficiência renal aguda.
De acordo com o Ministério da Saúde [vírgula] foram mais de 60 mil internações registradas no país nos últimos cinco anos por causa do ato.[vírgula] Ou seja, a porcentagem de casos dessa casta em menos de uma década é aterradora. Por causa disso [vírgula] os agentes infecciosos sofrem mutações [vírgula] acabando assim por tornarem-se imunes a [à] medicação [vírgula] acarretando uma deficiência terapêutica nesse quesito.
Vendo isso, faz-se necessária uma intervenção governamental para que haja a amenização desse surto de automedicação. A capacitação de profissionais da área da saúde para fazerem palestras, basicamente uma explanação de pensamentos visando a [à]conscientização coletiva sobre o assunto, além de leis que aumentem o rigor da venda dos remédios. Disseminando esses ideais [vírgula] o custo de produção exagerada decorrente da alta procura irá decair [decairá], este que poderá ser aplicado em áreas que estimulem setores deficientes do país [vírgula] além de poupar investimentos partindo da massa por causa de complicações devido ao uso incorreto dos fármacos.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 100 | Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 100 | Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 650 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |