Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
O conhecimento empírico colaborou de forma significativa para o avanço das ciências, incluindo, também, a medicina. Os modernos remédios homeopáticos e fototerápicos, assim como muitos outros, embasam-se em conhecimentos antigos passados adiante por gerações e que caíram na sabedoria popular. Essa cultura, no entanto, favoreceu para que houvesse uma banalização das técnicas medicinais ?[vírgula] culminando em maus hábitos ?[vírgula] como o uso indiscriminado de fármacos.
Nos últimos anos, a prática da automedicação acompanhada da indicação de medicamentos por leigos têm [tem] se tornado mais frequente. As consequências disso são várias, entre elas: A [a] intoxicação do usuário e a criação de cepas de micro-organismos resistentes aos antibióticos. Entretanto, nem sempre esse comportamento representa um risco e evita que os sistemas de saúde sobrecarreguem-se com casos “triviais”.
Não bastante, em determinadas situações, o uso dos remédios sem prescrição é essencial como forma amenizadora até que o paciente receba o devido atendimento. Casos como o uso emergencial de antialérgicos em casos graves de choque anafilático exemplificam esse contexto.
Além disso, alguns males que acometem à [a] saúde podem ser tratados em casa sem que haja o comprometimento do indivíduo. A cólica menstrual, as cólicas abdominais e as dores de cabeça consequentes de estresse, ?[sem vírgula] não necessitam de uma consulta médica para serem tratadas, exceto caso persistam os sintomas.
Os limites entre o pode ser automedicável ou não, ?[sem vírgula] devem estar bem determinados. O uso de antibióticos e de medicamentos que forneçam maior risco devem ser controlados e usados [deve ser controlado e feito] somente com a prescrição médica para evitar o agravamento do quadro clínico do paciente. Assim, observa-se que o perigo da automedicação está mais relacionado à [com a] sua forma e o contexto de sua ocorrência,?[sem vírgula] do que na prática em si, já tão tradicional.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 100 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |