Automedicação: além da ação

Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 17/10/2016
Nota tradicional: 700
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       A Automedicação é um problema relevante no Brasil, visto que quase 40% das intoxicações são acometidas peça mesma [causadas por ela]. A OMS e o Estado brasileiro alertam quanto aos danos herdados desta [dessa] prática, entretanto [vírgula] expõe à tona a seguinte questão: a automedicação seria um mal necessário diante dos já saturados sistemas de saúde?

      Uma tradição folclórica do povo brasileiro, no que tange a [à]automedicação, hoje é discussão no meio médico quanto aos malefícios advindos. A combinação de fármacos, sem prescrição médica, além de ser causadora de boa parela [parcela] das intoxicações, pode anular efeitos de outros remédios, potencializar a [e] até agravar o estado clínico. Um dos exemplos é o uso indiscriminado dos antibióticos, tornando as colônias bacterianas mais resistentes a farmacêuticos, dificultando o tratamento.

       Todavia, se todos os casos considerados triviais direcionassem para os sistemas de saúde – tanto público com privado-[vírgula] haveria uma superlotação e proveniente colapso nos já sucateados e saturados centros médicos, que por si só,[sem vírgula] necessita [necessitam] de mais profissionais da saúde e financiamento, situação que hoje não é suprida.

      Devido a estes [Por causa desses] fatores que a população torna-se resistente a abandonar esta [essa] prática.  O mau atendimento médico e a superlotação hospitalar são pilares centrais no fomento a [à]automedicação. Os brasileiros entendem que os riscos desta [dessa] prática em seus lares e [são] mais vantajosa [vantajosos] do que testemunhar a falta de humanização no atendimento hospitalar e, por vezes, nem sequer haver resquícios desta quando não há nem mesmo o próprio atendimento.

      Fica evidente, portanto, os riscos provenientes desta [dessa] prática, incentivados pelo falido sistema de saúde brasileiro, a qual devemos combatê-la [combater]. O Estado, além de tudo, deve reestruturar o sistema público de saúde através [por meio] do investimento em infraestrutura e mão de obra na área, criando também novos centros clínicos para evitar a superlotação, para que [vírgula] assim [vírgula] inicie-se a divulgação de campanhas contra a automedicação nas escolas, alcançando o público jovem e desenvolvendo uma geração consciente, bem como disseminar nas plataformas midiáticas em prol de englobar o debate na sociedade como um tudo.

 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 700 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos