Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
A automedicação é uma prática bastante difundida, [sem vírgula] e um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Apresenta sérios riscos a [à] saúde, além de acarretar o desenvolvimento de micro-organismos resistentes, devido ao uso indiscriminado de antibióticos, por exemplo. Um dos fatores que contribuem para a manutenção desse problema é a propaganda desenfreada de determinados medicamentos,[sem vírgula] e a falta de fiscalização nas farmácias.
Uma pesquisa do ICTQ (Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade), feita em 12 capitais do país, mostrou que a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. Esse valor exorbitante demonstra o quanto a questão é delicada e a sua prática precisa ser enfraquecida. É notório observar que, [sem vírgula] o uso indiscriminado de medicamentos pode ocasionar sérios riscos aos seres humanos. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxicos-Farmacológicas (SINITOX), o Brasil tem como principal agente tóxico os medicamentos, atingindo aproximadamente 28% dos casos de intoxicação humana no país.
Apesar disso, nota-se o interesse crescente da indústria farmacêutica na continuação dessa prática maximizando a sua fonte de lucro através [por meio] do incentivo a [à]automedicação. Em tese, a farmácia deveria zelar pela saúde dos clientes que a procuram e defender o seu bem-estar, e não interesses próprios. As tímidas campanhas que tentam esclarecer os perigos da automedicação não são suficientes, [sem vírgula] frente a [à] propaganda desenfreada e massiva de determinados medicamentos. No entanto, observa-se que [vírgula] depois das propagandas de remédios na TV [vírgula] é declarado que “ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado”, deixando claro e evidente os perigos que essa prática pode ocasionar ao ser humano.
A dificuldade de se conseguir um atendimento médico é uma das justificativas para a manutenção da prática da automedicação. No entanto, algo pode ser feito para defender a saúde do indivíduo, como aumentar a regulamentação e a fiscalização de remédios daqueles que vendem, [sem vírgula] através [por meio] da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( ANVISA) e de outros órgãos públicos. Promover programas educativos, seja através da mídia, seja através das escolas, contribuirá para uma conscientização e posteriormente o uso racional de medicamentos.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |