Automedicação: uma solução perigosa.

Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 14/10/2016
Nota tradicional: 750
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     No Brasil, à [a] automedicação se tornou um problema de saúde pública, já que tal prática pode acarretar graves consequências à saúde do indivíduo. Percebe-se, que, recorrer [sem vírgulas] as farmácias tem se tornado a opção mais rápida para o alívio de sintomas indesejados. Desta [Dessa] forma, o uso de remédios sem a prescrição médica, pode camuflar possíveis doenças e expor o indivíduo a riscos desnecessários.

   Segundo dados do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), medicamentos são os principais causadores de intoxicações no país desde 1994. Nesse cenário, analisando as causas que levam a [à]problemática, nota-se, que, o [sem vírgulas] uso inadequado de medicamentos é resultado de um contexto em que vários fatores atuam, dentre esses: [entre eles / como] a insuficiência do sistema público de saúde. Com o Sistema Único de Saúde (SUS) desestruturado, incapaz de atender a demanda da população, na maioria das vezes [vírgula] marcar uma simples consulta se torna algo demorado e massante. Sendo assim, a pessoa [vírgula] por meio da automedicação, busca uma solução -perigosa- para colocar fim as suas dores.

    Tal prática, [sem vírgula] é facilitada com o uso da internet para a compra de medicamentos controlados -nas farmácias virtuais- devido a [à] falta de fiscalização adequada, corroborando para à [a] autoprescrição. Contudo, aqueles que fazem o uso indevido desses, [sem vírgula] desconhecem os perigos dessa prática. Apesar de parecer inofensivo, fazer o uso de remédios sem o acompanhamento profissional pode levar a inúmeros danos, como a farmacodependência -dependência de medicamentos. Além disso, a intoxicação por interação medicamentosa,  [sem vírgula]pode ocasionar a morte do cidadão.

       Por conseguinte, faz-se necessária a ação conjunta entre o Estado, a mídia e o Ministério da Saúde a fim de reverter esse grave quadro da saúde brasileira. Desta [Dessa] forma, recai sobre o Estado o dever de investir na ampliação do SUS, facilitado [facilitando] o acesso da população a um profissional qualificado, [ponto final] além disso cabe [vírgula] ao Estado fiscalizar a venda de medicamentos controlados, seja nas farmácias físicas ou virtuais, coibindo [vírgula] assim, a venda sem prescrição. Por fim, cabe a [à] mídia junto ao Ministério da Saúde a promoção de campanhas que informem os riscos da automedicação, [sem vírgula] a fim de desenvolver a consciência da população acerca desse problema. Destarte, a saúde da população brasileira estará resguardada.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 750 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos