As armadilhas da automedicação
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Até a primeira metade do século XX, a expectativa de vida da população brasileira era muito baixa, pois muitas doenças que hoje são tratadas facilmente eram letais, devido à ausência de tratamento adequado. Diante da revolução técnico-cientifica, diversos mecanismos foram criados para melhorar o tratamento das patologias humanas, destacando-se os medicamentos. No entanto, esses medicamentos, hoje, têm causado sérios problemas devido a [à] automedicação.
Em primeiro lugar, observa-se que a automedicação muitas vezes é vista como uma solução rápida para o alívio de determinados sintomas, porém pode trazer grandes problemas para a saúde, inclusive “mascarar” doenças sérias. O fato é que a população brasileira tem banalizado os riscos da utilização de medicamentos, ?[sem vírgula] e ?[vírgula] diante da falta de informação ?[vírgula] sujeitam-se a intoxicações e alergias. Segundo a instituição [Instituição] Oswald Cruz, os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil, sendo esse ?[vírgula] portanto ?[vírgula] um problema de saúde pública.
Outra questão, que representa a problemática mais grave em relação ao assunto, é o uso indevido de antibióticos, medicamentos usados para combater doenças bacterianas. No entanto, quando o tratamento desse tipo de doença é feito sem acompanhamento médico ?[vírgula] pode selecionar bactérias resistentes, que ?[vírgula] caso contaminem um ser humano, dificilmente serão combatidas. Diante disso, a venda desses medicamentos só é permitida perante a apresentação de receita médica, mas tal lei é negligenciada em diversas localidades devido à falta de fiscalização.
Entende-se ?[vírgula] portanto, que medidas imediatas são necessárias para solucionar o problema. Para tanto, é dever do ministério da saúde [letra miúscula] viabilizar atendimento médico de fácil acesso para toda à [a] população, ?[sem vírgula] para que ?[vírgula] diante o [do] acesso a profissionais de saúde ?[vírgula] as pessoas evitem recorrer a medicamentos sem prescrição, [ponto final] outrossim buscar parcerias com os diversos meios midiáticos afim [a fim] de promover campanhas claras e eficientes sobre os riscos da automedicação. Por fim, cabe a administração pública de cada município fiscalizar a venda de medicamentos, colocando em pratica as leis vigentes e punindo aqueles que infringi-las
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |