Os perigos da automedicação
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Os medicamentos foram criados para tratar doenças que há muitos anos atrás não havia cura. Um exemplo é a penicilina que até hoje é utilizada. No entanto, com o ritmo acelerado das cidades ?[vírgula] as pessoas acreditam que não podem mais adoecer, qualquer dor que atrapalhe sua rotina já é razão para se automedicar. Assim, o uso exagerado e de forma inadequada vem trazendo sérios problemas para a saúde da população.
Em uma sociedade capitalista e subordinada ao poder do capital, os seus cidadãos se tornam [tornam-se escravos do seu próprio estilo de vida, aonde, sem perceber, [e, sem perceber] colocam o trabalho acima da própria saúde. Outro aspecto a ser considerado é o grande avanço nas últimas décadas na indústria farmacêutica, com o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Entretanto, isto não diminui os efeitos danosos do uso inadequado desses medicamentos, sendo ainda significativo o número de adoecimentos em hospitais por esta [essa] mesma razão. A economia de tempo e a facilidade de aquisição tornam a automedicação a primeira opção para resolver do [o] problema.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. Esta [Essa] situação pode muitas vezes levar ao agravamento do problema, como, por exemplo, com o uso dos antibióticos que podem levam a [levar à] resistência bacteriana, fragilizando ainda mais a saúde do paciente. ?[vírgula] Assim como, ?[sem vírgula] em outros casos pode até mesmo encobrir problemas de saúde mais graves, ou levar a [à] dependência de medicamentos.
Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde a conscientização por meio de campanhas de saúde sobre os benefícios da utilização de medicamentos fitoterápicos, que ?[vírgula] por serem de origem natural, diminuem a probabilidade de problemas ocasionados pela incorreta automedicação. ?[vírgula] E também o incentivo por parte do governo federal [Governo Federal] às empresas públicas e privadas a investir em melhores planos de assistência médica para os funcionários, reduzindo os impostos para as empresas que cumprirem a medida. Somente desta [dessa] maneira podemos [poderemos] possivelmente diminuir os problemas gerados pela automedicação.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |