Automedicação: quanto menos é melhor
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Muito se debate, hoje em dia [vírgula] quanto ao uso de medicamentos isentos de prescrição médica, [ponto final] as pessoas se automedicam por conta própria sem qualquer orientação de um profissional, a frequência que isso ocorre é que está preocupando o ministério da saúde [letra maiúscula], órgão responsável por evitar e reduzir as enfermidades da população. Apesar dos perigos que o uso contínuo desse tipo de remédio pode trazer, proibir o acesso só tornaria mais difícil esclarecer e orientar a sociedade quanto a seus riscos.
A classe baixa são as que mais se automedicam [deve ficar no singular], as condições precárias da saúde pública dificultam o acesso as [às] consultas médicas, pois há poucos profissionais disponíveis para atenderem [atender] a grande demanda de pacientes, que por sinal passam horas na espera de ser atendido, [ponto] visando evitar essa situação, as pessoas recorrem aos analgésicos ou anti-inflamatórios com intuito de aliviar as dores. Logo, caso os sintomas persistam [vírgula] o aconselhável é procurar ajuda médica, pois corre o risco de ser uma doença até desconhecida do próprio paciente, e o uso abusivo desses remédios pode agravar ainda mais o quadro clínico, podendo se tornar [tornar-se] irreversível.
Alguns medicamentos devem ser administrados de maneira cautelosa, [ponto] os antibióticos, por exemplo, deve-se seguir a orientação médica quanto ao prazo determinado e, [sem vírgula] não interromper o tratamento caso os sintomas desapareçam nos primeiros dias, pois o uso indevido pode desenvolver bactérias resistentes no organismo [vírgula] tornando mais difícil para nossas defesas combaterem [combater] as infecções. Entretanto [vírgula] temos as exceções, existem pessoas que são dependentes, elas realmente necessitam de certos medicamentos para ter o controle da doença, a diferença é que nesse caso se tem um acompanhamento frequente, que pode ser dosado de acordo com a evolução do tratamento.
Portanto, percebemos que, a [sem vírgula] frequência em que esses remédios aparentemente inofensivos vem sendo ingeridos, tem [sem vírgula] causado reações diversas em boa parte da população e não a substância em si. Logo, a melhor solução seria esclarecer a população dos riscos a [à] saúde que o uso abusivo pode trazer, orientar a importância de ler a bula e, [sem vírgula] ficar atentos caso possíveis efeitos colaterais surjam e obviamente procurar ajuda médica, [sem vírgula] para que possa ter um verdadeiro diagnóstico da causa desses sintomas persistentes.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 50 | Nível 2 - Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 100 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 100 | Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 100 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 450 | A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |