Automedicação: quanto menos é melhor

Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 09/10/2016
Nota tradicional: 450
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   Muito se debate, hoje em dia [vírgula] quanto ao uso de medicamentos isentos de prescrição médica, [ponto final] as pessoas se automedicam por conta própria sem qualquer orientação de um profissional, a frequência que isso ocorre é que está preocupando o ministério da saúde [letra maiúscula], órgão responsável por evitar e reduzir as enfermidades da população. Apesar dos perigos que o uso contínuo desse tipo de remédio pode trazer, proibir o acesso só tornaria mais difícil esclarecer e orientar a sociedade quanto a seus riscos.

   A classe baixa são as que mais se automedicam [deve ficar no singular], as condições  precárias da saúde pública dificultam o acesso as [às] consultas médicas, pois há poucos profissionais disponíveis para atenderem [atender] a grande demanda de pacientes, que por sinal passam horas na espera de ser atendido, [ponto] visando evitar essa situação, as pessoas recorrem aos analgésicos ou anti-inflamatórios com intuito de aliviar as dores. Logo,  caso os sintomas persistam [vírgula] o aconselhável é procurar ajuda médica, pois corre o risco de ser uma doença até desconhecida do próprio paciente, e o uso abusivo desses remédios pode agravar ainda mais o quadro clínico, podendo se tornar [tornar-se] irreversível.

   Alguns medicamentos devem ser administrados de maneira cautelosa, [ponto] os antibióticos, por exemplo, deve-se seguir a orientação médica quanto ao prazo determinado e, [sem vírgula] não interromper o tratamento caso os sintomas desapareçam nos primeiros dias, pois o uso indevido pode desenvolver bactérias resistentes no organismo [vírgula] tornando mais difícil para nossas defesas combaterem [combater] as infecções. Entretanto [vírgula] temos as exceções, existem pessoas que são dependentes, elas realmente necessitam de certos medicamentos para ter o controle da doença, a diferença é que nesse caso se tem um acompanhamento frequente, que pode ser dosado de acordo com a evolução do tratamento.  

   Portanto, percebemos que, a [sem vírgula] frequência em que esses remédios aparentemente inofensivos vem sendo ingeridos, tem [sem vírgula] causado reações diversas em boa parte da população e não a substância em si. Logo, a melhor solução seria esclarecer a população dos riscos a [à] saúde que o uso abusivo pode trazer, orientar a importância de ler a bula e, [sem vírgula] ficar atentos caso possíveis efeitos colaterais surjam e obviamente procurar ajuda médica, [sem vírgula] para que possa ter um verdadeiro diagnóstico da causa desses sintomas persistentes.  

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 50 Nível 2 - Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
Competência 2 100 Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 100 Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 100 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 450 A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos