Por uma sociedade mais consciente
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Influenciadas pelo senso comum, costumes e tradições, as pessoas tomam decisões muitas vezes baseadas nesses fatores do que naquelas providas [provindas] de estudos científicos. Exemplo disso é o hábito de ingerir medicamentos para um alívio breve de uma determinada doença, [sem vírgula] sem qualquer ordem médica. Nesse contexto, é preciso que a sociedade tenha consciência das diversas consequências atreladas à atitude de se automedicar, pois, do contrário, intoxicações e a intensificação de doenças serão cada vez mais recorrentes.
Em primeiro lugar, a ingestão de medicamentos sem qualquer tipo de prescrição médica pode levar a [à] intoxicação do organismo. Isso se dá, na maioria das vezes, por costumes ou indicações de familiares e amigos, levando em consideração apenas as experiências, bem como a justificativa de que tal doença não necessite de um tratamento mais complexo e aprofundado. Dessa forma, corre-se o risco de total desconhecimento da real doença, além de que, ao fazer uso de medicamentos aleatórios, pode-se estar consumindo de forma inadequada , causando sintomas adversos, já que seu uso se deu de forma totalmente desprovido [desprovida] de qualquer indicação médica.
Em segundo lugar, é possível que tal medicamento realizado [usado] de forma inadequada possa agravar o problema de saúde do indivíduo. O consumo de remédios feito para aliviar, na maioria das vezes, de forma imediata, os sintomas, [sem vírgula] pode, ao contrário do esperado, intensificar a doença, uma vez que a tendência do paciente é de se acomodar assim que se obtém uma breve melhora e, desse modo, descarta uma visita ao médico. Sendo assim, iludido pelo breve alívio, o problema vai piorando e, consequentemente, fica cada vez mais tarde [difícil] de tratar o problema.
Dado o exposto, é necessária a compreensão da população quanto aos malefícios da automedicação e, portanto, evitá-la. Não obstante, para tornar tal processo mais eficiente, é preciso [é necessária] a participação de órgãos da saúde e da mídia. A OMS- Organização Mundial da Saúde- deve investir em políticas públicas para o sistema de saúde de forma a torná-la mais viável e ampla para atender toda a demanda, descartando assim a necessidade de o paciente se automedicar. Além disso, o quarto setor, isto é, a mídia, deve estimular, por meio da publicidade e propagandas, o hábito de visitar os profissionais da saúde e fazer toda uma avaliação mais precisa sobre o estado de saúde. Feito isso, a sociedade estará mais saudável e consciente.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |