A automedicação responsável
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Relativo [Com relação] à automedicação, é possível afirmar que [vírgula] durante o período colonial no Brasil, os boticários já eram responsáveis pela prescrição de remédios mesmo sem uma base científica para isso e, atualmente, as farmácias continuam sendo a primeira opção de inúmeras pessoas que buscam soluções. Desta [Dessa] maneira, embora a automedicação seja incentivada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por trazer alguns benefícios, vale ressaltar que o uso de medicamentos de forma autônoma também pode causar sérias consequências.
Segundo dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 76,4% dos brasileiros se automedicam [automedicam-se]. O fato é que a OMS defende a chamada "automedicação responsável", ou seja, o uso de medicamentos isentos de prescrição para tratar sintomas e males leves. Isso resulta na diminuição de custos perante o sistema de saúde e conforto às pessoas que, diante de um problema simples, não precisarão esperar horas em uma fila por um atendimento médico, por exemplo.
Todavia, o que ocorre na realidade é o aumento do uso excessivo e equivocado de medicamentos que necessitariam da prescrição de um médico, o que pode resultar em problemas de saúde [vírgula] como a intoxicação, isso quando não o óbito, haja vista que novos dados da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) apontam que cerca de 20 mil brasileiros morrem diariamente por conta da automedicação irresponsável.
Assim sendo, é necessário propagar informações sobre a automedicação responsável e o combate ao uso irracional de remédios, destacando-se a importância de um especialista quando os sintomas forem desconhecidos ou se intensificarem. Para tal, o Ministério da Saúde deve orientar a população através [por meio] dos meios de comunicação e espalhar pelas cidades pontos físicos que possam tirar dúvidas quanto ao assunto, por exemplo. Também cabe ao poder público fiscalizar de forma geral as vendas de remédios e [vírgula] assim [vírgula] garantir o bem-estar de todos, colocando em prática a ideia defendida por Platão, que diz que o importante não é apenas viver, mas viver bem.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |