Da cura ao veneno
Tema: Automedicação – devemos realmente combatê-la?
Para muitas pessoas alguns comprimidos não fazem mal a ninguém, mas esses objetos pequeninos podem ser ao mesmo tempo a cura e o veneno. A automedicação possui suas causas e consequências e deve ser combatida.
São vários os meios de se estimular uma automedicação, [,] um deles são as propagandas com os seus “singles”, [.] diariamente a população é exposta aos diversos comerciais de remédios que prometem o alívio ou a cura da sua enfermidade. Outra forma de estímulo da [à] automedicação é a facilidade de compra da maioria dos medicamentos em muitas farmácias, além de não pedirem a receita médica [,] o remédio pode ser indicado por um balconista.
Cerca de 20 mil pessoas morrem anualmente no mundo por causa da automedicação, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Muitos indivíduos argumentam tomar medicamentos por conta própria por estar acostumados com o medicamento. Para muitos [,] uma dor de cabeça não é motivo de ir a um médico, entretanto [,] essa simples dor pode ser uma doença mais grave que pode ser curada com o tratamento certo receitado por um médico. Sabe-se que os antibióticos são responsáveis por destruírem bactérias, [.] estes [Esses] seres microscópicos unicelulares primitivos podem possuir dois núcleos, um deles denominado plasmídeo [,] que é o responsável pela resistência bacteriana. A reprodução das bactérias é simples e rápida [.] em menos de 60 minutos pode haver milhões desses seres, por isso [,] é importante o uso correto dos medicamentos.
Sendo assim, a automedicação deve ser combatida, os remédios podem ser a cura e o veneno para os seus usuários. Por isso, o Estado deve intervir na mídia, diminuindo os comerciais de medicamentos, [.] ele também deve fiscalizar mais efetivamente as farmácias com multas de altos valores para aquelas que venderem medicamentos sem prescrições médicas, reduzindo [,] assim [,] a automedicação. Da mesma forma o Estado tem de investir mais em médicos da família, que visitem as casas das pessoas regularmente para ver como está a saúde da população e receitar medicamentos.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 100 | Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 100 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 100 | Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 100 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 550 | A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |