A fluidez dos laços afetivos
Tema: Estamos nos relacionando de forma superficial?
A passagem da sociedade de produção para a de consumo trouxe não somente a superficialidade dos produtos, mas também a dos laços afetivos do indivíduo. O individualismo se desenvolveu ao longo da Idade Moderna e o resultado é a atual fluidez dos relacionamentos, a sensação de ser e de poder, a de espaço global e a de liberdade.
A Era das Revoluções moldou a Era da Instantaneidade, em que as relações são facilmente criadas e destruídas por meio de redes sociais que caracterizam cada vez mais o principal vínculo de relacionamento do homem contemporâneo. Dessa forma, vive-se a lógica do mercado também nos laços afetivos, visto que se portam como produtos de obsolescência perceptiva, ou seja, a todo momento precisam ser substituídos de acordo com os novos lançamentos. Esta cultura em massa identificada na sociedade é parte do processo de globalização, haja visto vista que a velocidade de produção e de consumo deste* não se reflete apenas no mercado, mas em todos os moldes da sociedade.
Zygmunt Bauman expõe esta concepção em sua obra Amor Líquido, ao descrever a tendência à flexibilidade das relações entre os indivíduos cada vez mais propensos em romper os laços quando estes não atendem mais as suas necessidades, percebendo-se uma relação cada vez mais voltada para si próprio e ao estilo de vida pós-moderna pós-moderno.
Logo, a sociedade atual está marcada pela fluidez dos relacionamentos, o desmanche de casamentos e a naturalidade do divórcio, a flexibilidade nas relações e a sua aceitação como um processo natural. É preciso, portanto, o desenvolvimento de uma ética sustentável não somente para o mercado, mas também para o relacionamento do homem, na qual a família atue como principal agente transformador, ensinando o indivíduo desde a infância a valorizar e a dedicar-se a à amizade e ao compromisso, de forma que este não se detenha a à superficialidade e ao comodismo da fluidez.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 100 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 200 | Nível 5 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 100 | Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |