A ERA DO DESCARTÁVEL
Tema: Estamos nos relacionando de forma superficial?
A superficialidade é o pântano no qual os homens afogam o amor, criam máscaras para que suas feridas não sejam tocadas, (.) é crescente o perigo por um individualismo exagerado que desvirtua os laços afetivos, onde os vínculos são deixados a à precariedade dos desejos e da insegurança. As pessoas estão cada vez mais virtuais, muitas vezes pra falar com alguém ao lado é preciso recorrer as às tecnologias, porque a presença física parece estar ficando invisível. Vive-se a era da modernidade líquida, onde tudo ocorre com tanta rapidez, que fica difícil adaptar-se e acompanhar esse estilo de vida imposto por um sistema, onde o ser humano tornou-se um bem de consumo a ser usado e descartado.
O sociólogo Polonês Zygmunt Bauman fala sobre as dificuldades que as pessoas têm em estabelecer laços afetivos duradouros, (;) embora tenham a necessidade de ter alguém pra vida inteira, temem por medo, insegurança. Até o amor próprio está abalado, porque o amor está sendo negligenciado, vivenciar um relacionamento superficial, elimina as chances de criar raízes e de marcar positivamente a vida da pessoa por onde o outro passou.
A cultura do provisório, afeta até mesmo os casamentos duradouros, os fracassos dão origem a novas relações, novas uniões, as relações temporárias nascem na insegurança, a falta de intimidade faz com que os laços se percam no tempo. Ao contrário de várias partes da África onde o secularismo não conseguiu enfraquecer alguns valores tradicionais, pois em cada matrimônio gera uma forte união entre as duas famílias, diferente de vários países, inclusive o Brasil, que diminui de forma significativa a duração dos matrimônios.
A família, por ser o âmbito da socialização primária e o primeiro lugar onde se aprende a relacionar-se com o outro, juntamente com a escola, devem cuidar para que, desde a infância, a criança aprenda a usar, discernir de maneira responsável as diversas fontes de comunicação disponíveis. Cultivar e ensinar a vivência dos laços que nutrem e fortalecem o ser humano, deixar de ser uma ilha, para ser parte que completa outra pessoa. Olhar o ser humano, como ser único, insubstituível e amar e deixar-se ser amado.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 100 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |