Tecnologia: é só saber usar!
Tema: Estamos nos relacionando de forma superficial?
Ao analisar a questão da forma com que a tecnologia pode prejudicar nossos relacionamentos sociais, vê-se que não é um tema tão novo assim. Visto que, com a popularização da televisão no século passado, muito já se debatia acerca do assunto. Ultimamente, criam-se cada vez mais rapidamente novas tecnologias e tudo se torna obsoleto em pouco tempo. Mas parece que essa dinamicidade das inovações também se aplica às relações interpessoais, as quais vêm acontecendo em menor intensidade e mais rápidas à medida que o tempo passa.
Numa sociedade capitalista, a produção de bens de consumo a todo instante é essencial, mas chegamos em um ponto onde as coisas aparecem e somem das atenções quase instantaneamente. Portanto, nota-se que estamos nos tornando uma sociedade efêmera, na qual não se constroem muitas relações duradouras. Isso evidencia o que já foi dito pelo físico Albert Einstein, que a tecnologia ultrapassou a nossa humanidade. Por vezes, o indivíduo prefere ficar sozinho com o celular do que ir ver os amigos, o que enfraquece o convívio social.
Segundo Aristóteles, o homem é um ser social, e por isso deve buscar formas de se manter em sociedade. Logo, a tecnologia pode ter um papel benéfico nesse sentido se usada de uma forma correta, (;) os aparelhos podem ser usados para fazer novas amizades, principalmente propiciando formas de manter contato por longo tempo. Com isso, amizades que seriam perdidas devido à distância podem ser mantidas, e também fortalecidas pela fácil comunicação pela rede online.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim sendo, a ação individual se faz importante para compreender os limites e a forma certa de usar os aparelhos eletrônicos. Também vai de cada um agir dentro da própria casa, incentivando outros a se limitarem no uso dessa tecnologia, a fim de colaborar para um uso consciente da mesma. Cabe também às escolas o papel de auxiliar a família, ensinando limites à criança no uso dos eletrônicos, também incentivando esses jovens a manterem uma vida em sociedade, formando um senso de coletividade.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 850 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |