Tema: Estamos nos relacionando de forma superficial?
O fenômeno das redes sociais contribuiu tanto para facilitar a comunicação, quanto o desenvolvimento do imediatismo, (.) onde o uso das tecnologias proporciona tipos de relacionamentos, muitas vezes, sem muito compromisso e de forma rápida. Desse modo, fatores como, o medo de se relacionar, e a dificuldade de resolver os problemas têm demonstrado que os laços afetivos criados pela sociedade contemporânea não têm sido duradouros.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os casamentos no Brasil duram, em média, 15 anos. Na comparação com os anos anteriores em que o mesmo levantamento foi realizado, observa-se que as uniões desse tipo estão menos estáveis. Isso se justifica, em parte, pelo fato de que a configuração da sociedade atual tornou-se imediatista e exigente na construção dos seus relacionamentos afetivos. Muitas vezes, as pessoas são tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja algum “defeito”, descarta-se ou troca-se de “produto” com relativa facilidade. No entanto, poucos se preocupam com a qualidades desses relacionamentos, que são muitas vezes configurados com base no jogo de interesses e no individualismo e não no respeito e amor ao próximo.
Outro fator bastante importante, e que explica a dificuldade de comunicação afetiva é o medo e a insegurança. O medo de se relacionar e gerar sofrimentos faz com que pretende-se construir construa-se relações menos comprometedoras e menos dolorosas. Os meios de comunicação em geral, de certa forma, monstram as relações afetivas de forma idealizada, o que contribui para que as pessoas almejem algo que não é real, pois não existem pessoas perfeitas. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, enfatiza que a fragilidade das relações ocorre devido ao pouco aprofundamento e envolvimento de uns para com os outros. Com isso, os problemas que vão surgindo se tornam insustentáveis e o vínculo é cortado devido a à falta de laços e raízes criados.
Portanto, as relações afetivas construídas na sociedade contemporânea são muitas vezes superficiais e instáveis. O avanço das tecnologias, aliado ao imediatismo são alguns dos fatores que contribuem para o avanço das relações interpessoais instáveis. Portanto, campanhas seja nas escolas e na mídia em que se busque demonstrar a importância de se relacionar e criar raízes afetivas é são uma forma de incentivar relacionamentos mais estáveis.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 100 | Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 850 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |