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As técnicas de mumificação no antigo Egito, a formulação das leis básicas do universo por Isaac Newton ou o embasamento teórico de Albert Einstein em que iria culminar na formulação da bomba atômica são exemplos de que o homem, ao longo de sua jornada, sempre procurou estar a à frente do seu tempo, numa busca frenética pelo progresso. No entanto, é possível perceber que na atualidade, os avanços tecnológicos do ator social está estão provocando o retardamento das interações humanas, dificultando a socialização do indivíduo no contexto social.
Em primeiro exposto*, as tecnologias aplicadas aos meios eletrônicos facilitam a vida do cidadão na medida em que proporcionam agilidade nos processos de pagamentos de contas e na possibilidade de conhecer uma gama maior de pessoas. Em contrapartida, os constantes avanços no setor tecnológico induzem o indivíduo a se esconder atrás das telas de computadores e celulares , temerosos de mostrar sua verdadeira identidade social a outros cidadãos. Como resultado disso, temos um feedback negativo entre progresso e interação social – A a tecnologia inibe os cidadãos do convívio e da coletividade pela facilidade de se relacionar no meio virtual com outras pessoas sedentas pela possibilidade de aceitação social.
Ademais, a padronização do consumo possibilitada pelo modo capitalista de produção induz ao surgimento de padrões estéticos estabelecidos na sociedade.Nesse sentido, o ator social se sente excluído do seio social por não se enquadrar nos pré-requisitos da sociedade de consumo, sendo levado a recorrer a à superficialidade das redes virtuais como afago ao desprezo de uma minoria elitista e excludente. Nesse cenário, é preciso que as instituições sociais – por intermédio das ONG'S – possam formular debates ativos e palestras com psicólogos e sociólogos a respeito das diferenças como um elemento de unificação social, com o intuito de combater a timidez do interlocutor pelo medo de ser rejeitado no circulo social.
A esfera tecnológica deve atuar na propagação de eventos culturais que levem as pessoas a se conhecerem fisicamente. Dessa forma, a tecnologia deve ser uma ponte entre o conhecimento prévio no âmbito virtual e o aprofundamento das relações humanas no ambiente real. Por fim, o setor familiar deve estar mais atento ao cotidiano do indivíduo, com o objetivo de sempre realizar conversas que propiciem a diminuição da timidez desse (,) além de levar o a ator social a eventos que reúnam várias pessoas na intenção de acrescentar e fortalecer os laços coletivos de sociabilidade.