O ser humano e as relações interpessoais.*
Tema: Estamos nos relacionando de forma superficial?
A nova ordem mundial pós-Guerra Fria, trouxe consigo diversos avanços tecnológicos que facilitaram a comunicação humana, no entanto, os instrumentos que deveriam estreitar as relações entre os indivíduos acabaram tornando-as superficiais. Em um mundo cada vez mais dinâmico, os laços são criados de acordo com sua conveniência, e portanto, logo se tornam obsoletos. O caráter volátil das relações humanas é mais um dos problemas do século XXI.
Em primeiro lugar, nota-se que o advento das redes sociais transformou o modo como as pessoas convivem na sociedade. Através dessa ferramenta, é possível estabelecer um vínculo virtual com milhares de pessoas, além de acompanhar registros feitos diariamente por essas, ;porém, esse vínculo apresenta uma ausência de comprometimento, e pode ser desfeito com facilidade a qualquer momento. Segundo o escritor Jaak Bosmans, a globalização encurtou as distâncias métricas, através das tecnologias informacionais e dos meios de transporte, no entretanto aumentou as distâncias afetivas, modificando as relações humanas.
Além disso, compreende-se que, diante do acúmulo de tarefas, as pessoas têm cada vez menos tempo, entre trabalho, faculdade, trânsito, afazeres domésticos, entre outras responsabilidades do cotidiano, ; falta tempo para as relações interpessoais. Até mesmo dentro do ambiente de trabalho, onde os funcionários convivem diariamente em um mesmo espaço, observa-se a falta de comunicação. O fato é que, as relações socioprofissionais, a pesar apesar de complexas, influem no rendimento profissional, e quando bem sedimentadas geram bons resultados.
Entende-se, portanto, que diante das modificações ocorridas nas últimas décadas o ser humano precisa rever a forma como se relaciona. Para tanto, cabe a cada indivíduo rever sua relação com as novas tecnologias, utilizando-as, mas, reservando parte de seu tempo para suas relações “reais”. Outrossim, cabe às empresas promover atividades, como dinâmicas de grupo, para que seus funcionários possam estabelecer um diálogo saudável e, dessa forma, melhorar as relações no trabalho. Por fim, é dever das instituições educacionais preparar crianças e jovens para o convívio em sociedade, para tanto, deve-se reforçar valores como tolerância e respeito ao próximo.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 200 | Nível 5 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 900 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |