Tema: Estamos nos relacionando de forma superficial?
Rotatividade afetiva: isto parece ser o que rege o mundo atual no âmbito das relações interpessoais. Cada vez mais pessoas têm se conhecido através de redes sociais, e a possibilidade de se encontrar “o par perfeito” nunca esteve tão ao alcance de todos (mesmo que esta pessoa esteja a quilômetros de distância ou nem exista realmente). Uma das consequências negativas deste processo de virtualização das relações, a “superficialização”, tem grande espaço nos debates atuais: o problema não está em conhecer muitas pessoas, e sim em descartá-las fácil e rapidamente, como vem acontecendo.
É inegável que a internet pode estreitar laços afetivos: amigos distantes voltam a se falar depois de anos, apoio, compreensão e conforto podem chegar a uma pessoa que esteja precisando até mesmo por parte de desconhecidos, entre outras formas de aproximações dos indivíduos. Atualmente, muitos são os casais e os amigos que se conhecem por meio das redes, que possibilitam contato não só entre uma diversidade muito grande de pessoas (promovendo, com isso, mais respeito e conhecimento dos diferentes grupos sociais e culturais), mas sobretudo entre aquelas que se identificam.
Porém, como determinar qual relacionamento será durável e qual será passageiro neste mundo de tantas pessoas se conhecendo e se identificando massivamente? A sociedade de hoje traz cada vez mais consigo o ideal da “descartabilidade” de pessoas. Nunca as relações afetuosas foram tão coisificadas, não só pela internet como também pelas letras musicais, filmes, novelas, etc., todos propagando a ideia de uma gama variada de pessoas que se pode facilmente conhecer e, portanto, a quase obrigatoriedade de não se apegar ou criar vínculos com qualquer uma. Esta é a modernidade afetiva que conhecemos: se antigamente tinha-se a imposição de casamentos, hoje há a imposição da rotação de pessoas com as quais nos relacionamos.
Deve-se fazer retornar a ideia de relação durável e única como algo positivo. Faz-se necessária a propagação cultural, por todos os meios possíveis, de um tratamento aos sentimentos humanos enquanto tais, reestabelecendo a busca por firmeza e duração nos relacionamentos. Somente assim pararemos de nos enxergar como objetos que suprem carências ou preenchem lacunas sentimentais, apenas.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 950 | Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |