Pão e Futebol
Tema: O Brasil deveria receber a Copa de 2014?
Em 1950 quando o Brasil sediou pela 1ª vez a copa as diferenças sócio-econômicas entre os países eram menos evidentes. Para pesquisadores e especialistas de movimentos sociais da África do Sul, a idéia de que grandes eventos esportivos podem mudar o cenário de desigualdade é um mito. Movida pelo modelo neoliberal capitalista, a empresa FIFA, de acordo com estratégias político-econômicas, vende a copa para países priorizando lucros para uma minoria em detrimento da maioria.
As exigências da FIFA ao governo brasileiro para trazer o circo do futebol para o país são incompatíveis com a nossa realidade. A FIFA exige a completa isenção de impostos e carga tributária durante o evento em 2014 e até o ano de 2015. O ministro dos esportes Orlando Silva, responsável do governo pelo evento no Brasil aceitou a proposta da FIFA uma vez que defende também a idéia de o evento acelerar o desenvolvimento econômico e social do país. Um país como o Brasil que se encontra em uma posição desfavorável no índice de desenvolvimento humano (IDH) não deveria receber um evento como esse sem uma arrecadação condizente com as reais necessidades do país. O governo da África do Sul arrancou dos cofres públicos o equivalente a R$ 8 bilhões para realizar o evento. Estima-se que o governo arrecadará no decorrer do evento cerca de R$2,9 bilhões. País esse que aceitou as mesmas exigências feitas para o Brasil pela FIFA, e que vive problemas sócio-econômicos parecidos com o do Brasil. A copa retira recursos que deveriam ser usados em outros recursos com saúde, habitação, educação fortalecendo assim as desigualdades.
Como um todo, seria realmente válido sediar um evento dessa magnitude e suntuosidade quando desde a elite até a classe menos favorecida pudesse participar de forma igualitária. Quando tivéssemos certeza de que os indicadores de qualidade de vida e sustentabilidade apontassem na direção certa. Contudo, Não merecemos mais essa política de cunho oligárquico de pão e circo.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 0.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 0.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 4 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |