Porte de arma pela população civil: garantia do direito de legitima* defesa

Tema: Porte de armas pela população civil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 24/07/2016
Nota tradicional: 700
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Em virtude do massacre ocorrido em julho numa boate, em Orlando, nos EUA, considerado o maior atentado com armas de fogo em número de vítimas, 51 mortos e 49 feridos, o debate em torno da restrição ou permissão do porte de armas pela sociedade civil, ganhou ênfase(,) principalmente na corrida presidencial norte americana. No Brasil foi criado em 2012, o PL 3722/2012(,) denominado, Estatuto do Controle de Armas(,) que autoriza flexibiliza o uso de armas pela população civil. Tendo em vista que há uma Lei de Desarmamento em vigor, qual a motivação para a aprovação do do Estatuto?

Um dos principais argumentos de defesa para a aprovação do texto do PL 3722/2012 é a garantia do direito de legítima defesa pelo cidadão de bem, nos casos em que a polícia não se faça presente para a garantia da integridade física, psicológica e moral desse. Outra questão é a liberdade de produção de armas de fogo pelo mercado paralelo, e a posse e porte ilícita por parte dos bandidos. O Estatuto do desarmamento não tem controle sobre essas armas que são adquiridas ilegalmente, o que favorece a atuação e legitimação do poder dos criminosos  no contexto de violência em que o Brasil se encontra.

Muitos temem a aprovação do Estatuto, acreditando que esse aumentaria o índice de criminalidade por mais pessoas portarem armas, porém a aquisição delas depende de algumas exigências como: idade maior que 21 anos; não condenação por crime doloso, em que houve a intenção para a prática desse; capacidade técnica e psicológica para o manuseio e uso; entre outros. O texto em tramito trâmite no Congresso abre espaço para aqueles que necessitam se autoproteger, nos casos em que a segurança pública não seja capaz de evitar a violação da integridade física dos cidadãos de bem.

Portanto, é de suma importãncia importância que o Congresso reveja a possibilidade de implementação do Estatuto do Controle de Armas, considerando o domínio tanto das armas adquiridas legalmente ou não, com isso minimizando o poder do mercado paralelo e dos criminosos, além (de) garantir o direito de legítima defesa para aqueles que possam se encontrar em situações de violência, em que não se faça presente a atuação da polícia.

 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 700 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos