A taça não é nossa
Tema: O Brasil deveria receber a Copa de 2014?
Vuvuzela, roupas e rostos coloridos com as tonalidades da bandeira patriótica defendida são alguns dos adereços mais utilizados por torcedores na Copa do Mundo de Futebol. Seja na Alemanha, África ou, quem sabe, no Brasil, o mundial causa alvoroços e expectativas. Contudo, em um país de terceiro mundo, como na terra da torcida canarinho, um evento de tão grande porte pode não significar legados positivos condizentes ao entusiasmo do povo brasileiro.
Acreditar na extrema benevolência que uma copa pode trazer a um país é enganar-se cegamente. Enquanto comemora-se uma suposta vitória de uma nação sobre a outra, esquece-se das mazelas sócias sociais existentes no planeta. Os governos, de forma astuta, valem-se desse desejo por vitória dos fanáticos e constroem discursos e propagandas emocionantes, com ênfase a um suposto, e famoso, orgulho nacionalista. Deplorável.
Como num passe mágico, também surgem recursos públicos que, outrora alegados escassos, financiam obras destinadas, exclusivamente aos dois meses de jogos futebolísticos. Tome-se como exemplo a construção de um estádio em Pernambuco. Ora, se antes os montantes eram “inexistentes”, porque, em pleno processo de pré-hospedagem para tal evento, os mesmo aparecem?
Deturpante, a Federação Internacional de Futebol e Associados (FIFA), não arcará com os impostos decorrentes da venda de ingressos e produtos oriundos da organização futebolística. Esses tributos representam uma considerável perda para uma nação que carece de investimentos em infra-estrutura, saúde, educação e tantos outros.
Destarte, é difícil imaginar a Copa no Brasil sem a participação do estado de São Paulo que, diga-se de passagem, é o que mais gera riquezas à nação e, como se não bastasse, detém o maior número populacional. Sua alienação ao torneio esportivo deve-se, dentre outros fatores, à sua recusa em fabricar, com orçamentos de seu povo, as dispendiosas construções.
Por mais lamentável que pudesse ser para muitos, se o Brasil se negasse a sediar os jogos, daria provas de sua maturidade quanto à gestão de suas finanças frente aos muitos investimentos que teria a fazer. Afinal, respeitar o bolso de seus contribuintes é, obrigatoriamente, o dever de toda nação que se preze.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |