Na mira da culatra

Tema: Porte de armas pela população civil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 22/07/2016
Nota tradicional: 850
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       Sendo um dos principais personagens de Hollywood, o agente secreto James Bond ficou conhecido por ter salvado o mundo várias vezes. Na trama, o espião utiliza diversos acessórios e, dentre eles, uma pistola, que acabou se tornando a icônica marca do herói. Se na ficção o uso da arma foi tão importante, na vida real surge uma dúvida: a legalização do porte de arma para a população civil é a solução para combater a violência?*
       Há quem diga que sim, afirmando que, historicamente, a força bélica se fez necessária, como, por exemplo, na segunda grande guerra do Século XX, onde quando as armas nas mãos dos soldados fizeram valer a liberdade democrática dos países vencedores sobre as ideologias ditatoriais de Hitler, Mussolini e afins. Com isso, na concepção de muitos, os revólveres se tornaram sinônimo de segurança e integridade física. Assim, o armamento civil no Brasil traz consigo a promessa de diminuir a violência, já que o bandido pensará duas vezes antes de agir contra um cidadão possivelmente armado.
       Todavia, se por um lado há aqueles que defendem, por outro há aqueles que discordem discordam da arma particular. Na ótica dessa parcela da sociedade brasileira, tomando como exemplo os Estados Unidos, o armamento pode acarretar o efeito inverso daquilo que se espera, promovendo a verticalização do número de homicídios, pois pessoas sem instruções de uso e habilitação psicológica comprovada por especialistas podem portar uma arma. Sendo assim, segundo dados do Instituto Sou da Paz, uma pequena discussão de bar, por exemplo, tem duas vezes mais possibilidades de acabar em morte caso o cidadão disponha de uma arma de fogo no momento de fúria.
       Fica claro clara, portanto, a necessidade de medidas que resolvam a questão. Cabe ao Governo Federal reforçar o efetivo da Policia Militar em todo o pais, aumentando a segurança e mostrando ao cidadão que vale mais confiar na polícia do que na posse de uma arma. A Polícia Federal, por sua vez, deve firmar parceria com o núcleo de inteligência investigativa da Policia Civil, para traçar os mapas da violência e combater o mal pela raiz. Escolas e universidades devem ministrar palestras para seus alunos, mostrando os benefícios e os malefícios do armamento e despertando o senso crítico dos jovens e adolescentes. Com esses pequenos passos, o Brasil poderá fazer uma grande caminhada.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 850 Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos