Mais armas, Menos Crimes
Tema: Porte de armas pela população civil
Discute-se nas comissões parlamentares do Brasil o Estatuto do Controle de Armas,no de acordo com o qual todos os cidadãos que cumprirem os requisitos mínimos exigidos pela lei terão o direito de possuir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio. Com isso, percebe-se que tal parecer vem para fazer cumprir a lei brasileira, ou seja, dar liberdade aos habitantes, já que, de acordo com a constituição, todos têm o direito de se defenderem para salvar suas vidas(,) e uma vez que o Estado, que deveria garantir segurança a à população(,) os deixam a a deixa à mercê da bandidagem, a única forma de manterem a integridade de sua existência é a utilização de armas.
Neste sentido, segundo o especialista e PhD John Lott, através do livro “Mais armas, Menos Crimes”, há um total equívoco em se tentar reduzir a criminalidade urbana por meio do desarmamento. Deste modo, entende-se que o governo falhou na tentativa de acabar com a violência tirando as armas de fogo de circulação, uma vez que o desmantelamento atingiu apenas os cidadãos honestos e cumpridores da lei e não o “público” como um todo, isto é, os bandidos continuaram assombrando as pessoas com seus imensos arsenais de armas.
Desta forma, o Estatuto deve ser aplicado com o objetivo de minimizar o medo e a insegurança da população, que além de ser alvo do descaso dos órgãos governamentais ainda é manipulada pela mídia- que por meio de programas policiais sensacionalistas ou reportagens de baixa qualidade contribui para o sentimento de impotência, ódio e vingança. Logo, segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, George Washington, “Um povo livre precisa estar armado”, ou seja, os indivíduos não podem estar indefesos diante da marginalidade e da violência, eles devem ser livres para lutar por suas vidas.
Portanto, em primeiro lugar o Estado deve reformular suas políticas de segurança pública, além de reforçar o policiamento nas ruas, principalmente em lugares propícios ao crime, para transmitir maior segurança aos moradores. Em segundo lugar, a mídia, como maior veiculador de notícias do país, deve desencadear campanhas voltadas a à sensibilização das pessoas, para que, ao ser liberado o porte de armas, elas tenham consciência do poder que têm nas mãos e, assim, não o usem usarem irresponsavelmente. Por fim, para que um povo seja livre por completo(,) há a necessidade do reconhecimento da liberdade alheia, deste modo cabe a cada cidadão a visão de que o armamento não acabará com a violência, mas apenas trará um sentimento se de segurança, sendo necessário para isso o respeito e o amor ao próximo.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |