Mais armas, Menos Crimes

Tema: Porte de armas pela população civil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 19/07/2016
Nota tradicional: 800
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Discute-se nas comissões parlamentares do Brasil o Estatuto do Controle de Armas,no de acordo com o qual todos os cidadãos que cumprirem os requisitos mínimos exigidos pela lei terão o direito de possuir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio. Com isso, percebe-se que tal parecer vem para fazer cumprir a lei brasileira, ou seja, dar liberdade aos habitantes, já que, de acordo com a constituição, todos têm o direito de se defenderem para salvar suas vidas(,) e uma vez que o Estado, que deveria garantir segurança a à população(,) os deixam a a deixa à mercê da bandidagem, a única forma de manterem a integridade de sua existência é a utilização de armas.

Neste sentido, segundo o especialista e PhD John Lott, através do livro “Mais armas, Menos Crimes”, há um total equívoco em se tentar reduzir a criminalidade urbana por meio do desarmamento. Deste modo, entende-se que o governo falhou na tentativa de acabar com a violência tirando as armas de fogo de circulação, uma vez que o desmantelamento atingiu apenas os cidadãos honestos e cumpridores da lei e não o “público” como um todo, isto é, os bandidos continuaram assombrando as pessoas com seus imensos arsenais de armas.

Desta forma, o Estatuto deve ser aplicado com o objetivo de minimizar o medo e a insegurança da população, que além de ser alvo do descaso dos órgãos governamentais ainda é manipulada pela mídia- que por meio de programas policiais sensacionalistas ou reportagens de baixa qualidade contribui para o sentimento de impotência, ódio e vingança. Logo, segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, George Washington, “Um povo livre precisa estar armado”, ou seja, os indivíduos não podem estar indefesos diante da marginalidade e da violência, eles devem ser livres para lutar por suas vidas.

Portanto, em primeiro lugar o Estado deve reformular suas políticas de segurança pública, além de reforçar o policiamento nas ruas, principalmente em lugares propícios ao crime, para transmitir maior segurança aos moradores. Em segundo lugar, a mídia, como maior veiculador de notícias do país, deve desencadear campanhas voltadas a à sensibilização das pessoas, para que, ao ser liberado o porte de armas, elas tenham consciência do poder que têm nas mãos e, assim, não o usem usarem irresponsavelmente. Por fim, para que um povo seja livre por completo(,) há a necessidade do reconhecimento da liberdade alheia, deste modo cabe a cada cidadão a visão de que o armamento não acabará com a violência, mas apenas trará um sentimento se de segurança, sendo necessário para isso o respeito e o amor ao próximo.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos