Porte de armas: defesa, ou ataque?*

Tema: Porte de armas pela população civil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 14/07/2016
Nota tradicional: 800
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   Permitir ou restringir o porte de armas a à sociedade civil brasileira, é assunto que vem sendo discutido tanto pelos cidadãos, como pelo Congresso Nacional. Desde 2003 o país possui uma lei severa ao porte de armas e que agora vem sendo contestada por projetos de lei em tramitação, a fim de conseguir uma flexibilização.
    Os argumentos utilizados em defesa de projetos criados para facilitar seu uso, é de que(,) com o porte de armas permitido, a violência no Brasil  irá diminuir, e que tal porte é um direito de defesa dos civis. Contudo, para tal medida, é necessária uma avaliação meticulosa sobre o país, que possui altíssimas taxas de violência e que poderiam ser agravadas com o porte de armas irresponsável, portadas por  pessoas com pouco ou nenhum conhecimento sobre armas de fogo.
   Por tais razões, o tema é alvo de discussões calorosas, que possuem em comum, o mesmo ponto: A a violência. Em 2013 foram registrados números de mortes superiores ao índice considerado suportável pela Organização Mundial da Saúde (OMS); a organização considera o numero de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes (um número suportável), enquanto no Brasil a taxa era é de 25,8 para cada 100 mil.
    Ainda que seja cogitada a diminuição da violência no país, tais números poderiam consequentemente aumentar com o porte de armas legalizado, devido a à falta de conscientização que se tem por parte do povo brasileiro, sendo então, uma forma de ataque irresponsável ao invés de um meio de defesa. Para se considerar tal medida, é necessária uma avaliação que foque na situação social do país, e na forma como a prática diverge da teoria em nosso território. Não conter influências de outros locais é essencial, já que uma lei possui diferentes resultados em diferentes países.

Ana Carolina Dias Mendes Ferreira. 14/07/2016.**

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos