Porte para a morte

Tema: Porte de armas pela população civil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/07/2016
Nota tradicional: 650
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A liberação do porte de armas para a população civil é uma questão delicada no Brasil. Existe um descontrole da entrada de armas ilegais nas fronteiras do país, e mais de 70 % dos homicídios no país estão associados ao uso de armas de fogo. Contudo, em países como os Estados Unidos(,) que tem o uso de armas legalizado, houve redução dos homicídios. Mas, é necessário analisar cuidadosamente este tema, pois a comparação com outros países deve levar em consideração ser analisada nos aspectos históricos e socioeconômicos.

No Brasil foi feito um plebiscito sobre o desarmamento da população no ano de 2003, e a maioria da população aprovou o desarmamento. Entretanto, alguns setores da sociedade não concordam, e afirmam que armar a população seria uma maneira de evitar a criminalidade. (,) Pois a falta de segurança assombra os brasileiros, que se estivessem armados(,) se defenderiam dos bandidos. Mas, a maior dúvida é saber se realmente a população está preparada psicologicamente para o uso de armas de fogo, e se realmente na prática seria benéfico para os cidadãos e para a sociedade.

O certo é que logo após a aprovação do estatuto, no ano seguinte houve uma queda do número de homicídios depois de dez anos. Trata-se de uma questão lógica, já que diminuindo o fluxo de armas(,) consequentemente diminui o número de mortes. Contudo, as armas ilegais continuam a entrar ilegalmente no país contribuindo cada vez mais para a criminalidade, (.) onde recentemente houve um assalto a uma transportadora de valores no estado de são Paulo, onde os bandidos portavam uma arma de uso restrito capaz de derrubar até um helicóptero.

Cabe, portanto, ao governo(,) o controle rígido das fronteiras do país, com o uso de uma polícia especializada no combate ao tráfico de armas e que atue de forma organizada. Além da criação de um estatuto de controle de armas, onde apenas civis capacitados e bem treinados e em trabalhos específicos(,) como na área de segurança socioeducativos(,) possam usar o armamento. Mas o bom mesmo seria se a sociedade não precisasse usar armas(,) que foram feitas exclusivamente para matar outros seres humanos.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 100 Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 100 Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 650 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos