Tema: Porte de armas pela população civil
Um tópico que tem sido muito discutido no Brasil é sobre o porte de armas de fogo para os cidadões cidadãos, justificado pela insegurança e pelos altos índices de criminalidade que assolam todo o país. Em 2005 houve um plebiscito onde a maioria da população votou contra o Estatuto do Desarmamento, posto que isto é reflexo da falta de investimento na segurança pública e(,) aliado a este fato, há uma extrema deficiência educacional no Brasil. Será que armas realmente trarão paz à sociedade?
Para Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem e isto se comprova pelo fato de que os indivíduos entram em conflito entre si até por coisas que podem ser fúteis a em suas vidas. O conflito pode ser explicado conforme o nível educacional dos indivíduos, ou seja, quanto menos educação uma pessoa tiver, mais intolerante ela será. Se o ensino de um país é precário e ineficiente, resulta numa sociedade ignorante e(,) ao fornecer armas aos indivíduos, os conflitos entre eles irá exponenciar a taxa de mortalidade de todo o país.
A insegurança e criminalidade que dominam a sociedade está entrelaçada com os interesses capitalistas que estão em todo o canto, influenciando indivíduos a consumirem e terem muitos produtos. E criminosos, já que não têm educação nem emprego, observam como oportunidade de conseguir estes bens através de roubos e não será uma arma que impedirá a geração de mais malfeitores.*
Portanto, o armamento civil não resolverá nenhum problemas, apenas a educação poderá ter este papel. Para isto, o Ministério da Educação deve implantar medidas que promovam a ética e a cidadania para os estudantes através de livros, esportes e palestras. O governo deve investir em campanhas que demonstrem à sociedade que o conflito não irá aprimorar nada e que armas não vão ser a solução. Assim, gradativamente, a sociedade terá uma drástica redução na criminalidade sem a necessidade do armamento pela população civil.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 700 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |