Da revolução: as armas
Tema: Porte de armas pela população civil
Com a revolução industrial e o aumento populacional dos centros urbanos, ocasionado pelo êxodo rural, ocorreu a guinada da violência, consequentemente, a necessidade de segurança individual. Todavia, segurança não está relacionada com o porte de armas, de modo direto, e sim com questões socioculturais.
Nos EUA, forte defensor da política armamentista, não é raro são raros ataques em ambientes públicos(,) como o recente massacre na boate Pulse, em Orlando. Deste modo, é claro o cenário de que, uma sociedade armada não significa baixos índices criminais, e sim que está propensa a atentados diversos, desde extremismo religioso à intolerância sobre orientação sexual, que têm no porte de armas a rota para se manifestarem, colocando em xeque a suposta segurança gerada.
No Brasil, país com um dos maiores indicadores de linchamentos, a arma ao civil levanta a seguinte reflexão: Uma uma comunidade vingativa, que tenha acesso a armas, zelaria pela segurança ou manifestaria sua vingança de forma mais cruel que o linchamento?
Necessário, pois, não associar armas à segurança, visto que são objetos de destruição. Um agrupamento social seguro será possível quando população e Governo trabalharem juntos a fim de erradicarem qualquer tipo de intolerância. Além disso, uma legislação, no caso de porte, que melhor defina as condições de uso, e que obrigue cursos de reciclagens efetivos e periódicos aos portadores de armas de fogo.
Nesse sentido, poderia a arma surtir algum efeito no tocante à segurança, quando bem empregada e em situações de última alternativa. Dar acesso às armas nos moldes em que o Brasil se encontra, acentuaria o grave problema da polícia que mais mata no mundo, da barbárie nas brigas de trânsito e dos altos índices de violência causada pelos desesperados que recorrem ao crime como última medida de sobrevivência.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 850 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |