O Direito de defesa deve ser preservado
Tema: Porte de armas pela população civil
O recente massacre ocorrido em Orlando(,) nos EUA, que deixou 49 mortos e cerca de 50 feridos em uma boate gay, fez ressurgir o debate sobre a posse de armas pela população civil. No Brasil, há mais de uma década está em vigor o Estatuto do Desarmamento, que restringe a posse e o porte de armas de fogo. No entanto, o Projeto de Lei 3722/12 pretende mudar esse cenário. Muitos especialistas concordam com a proposta, já outros a veem como um escândalo.
O Estatuto do Controle de armas, como é mais conhecido o PL 3722/12, diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para comprar armas de fogo. Além disso, concede a qualquer cidadão, que cumpra alguns pré-requisitos, o direito de posse e porte das mesmas, ainda que respondam a inquérito policial ou processo criminal. Tal Projeto segue agora para análise do Plenário da Câmara dos Deputados.
A incapacidade do Estado de proteger os cidadãos e o direito à autodefesa têm motivado muitos a apoiarem essa proposta de lei. O fato de um grande número de pessoas possuírem armas nem sempre proporciona altas taxas de mortes. A África do Sul, onde existem 13 armas de fogo para cada 100 habitantes, apresenta um dos maiores índices de mortes a tiros do mundo.
Portanto, o direito de defesa de cada ser humano deve ser preservado. Todavia, para um país vencer a criminalidade é preciso investir em educação. Formar cidadãos conscientes e honestos seria uma maneira de neutralizar os homicídios. Ao passo que permitir às pessoas que se defendam é algo aceitável, pois o policiamento não se encontra em todos os lugares e momentos. Tornar mais rígidos os pré-requisitos para se ter uma arma de fogo é uma medida necessária. Porém, a verdadeira harmonia entre as pessoas será alcançada através do respeito e do diálogo.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 700 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |