Armas: monopólio versus liberalização
Tema: Porte de armas pela população civil
No romance "Laranja mecânica"(,) de Anthony Burgess, uma sociedade futurista é marcada pela "cultura" da ultraviolência, na qual jovens praticam agressões físicas, morais e, inclusive, sexuais aos outros sujeitos da trama. Tal conjuntura, embora fictícia, também pode ser notada no Brasil atualmente, uma vez que a violência e a criminalidade são visíveis. Este fato impulsiona discussões sobre a permissão ou a restrição de porte de armas no país.
Desde a formação dos Estados modernos no século XV e das limitações de fronteiras dos países recém-industrializados no século XIX, foi estipulado que o uso da força ( conjunto de ações e artefatos que promovem a ordem através de tecnologias mortíferas) é monopólio do Governo. Todavia, a sensação de insegurança incentiva uma parte da população a aderir positivamente às ideias de legalização do uso de armas de fogo, pois, dessa forma, os cidadãos também poderiam assegurar seus próprios atos de defesa contra a tão presente violência na sociedade atual.
No entanto, há quem discorde desse processo de legalização do porte de armas, pois afirmam que o aumento da circulação desses objetos é proporcional ao crescimento da violência no cotidiano. Em Junho de 2016, 49 mortes foram registradas por conta de um atentado a uma boate LGBT nos Estados Unidos. A intolerância e a homofobia foram um dos motivos que fomentou fomentaram esse ato criminoso e a facilidade, ainda grande, de aquisição de armas em alguns estados americanos possibilitou, de forma desumana e ciente, o massacre daquelas 49 pessoas. Portanto,a liberalização do porte de armas promoveria algo similar à "Lei de Talião"(,) presente no Código de Hamurabi: "justiça" e "defesa" próprias embasadas por juízos e considerações particulares.
Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse cenário. O terceiro setor - composto por associações de entidades que buscam se agruparem em busca de melhorias para a sociedade- deve informar, por meio de mais palestras e grupos de discussão, as famílias de todo o Brasil sobre os perigos do porte de armas de fogo. Por fim, o Governo deve solidificar as campanhas de desarmamento e intensificar os investimentos no setor de segurança pública.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 200 | Nível 5 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 900 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |