Do pensamento maquiaveliano ao fim da opressão
Tema: Projeto de lei de iniciativa popular
Ainda que em uma democracia representativa, o povo não tenha direta participação nas leis, ele ganha esse direito com ferramentas como o referendo, o plebiscito e as leis de iniciativa popular. Entretanto, com base na análise da histórica situação brasileira de ampla desigualdade social, percebe-se a falta da voz expressiva do povo na política brasileira. Isso se dá principalmente pela defectível educação que faz com que o povo fique alienado da política.
Se para Maquiavel o desejo do governante é sempre de oprimir e (o) desejo do governado é de não ser oprimido, podemos inferir que em uma democracia representativa isso se vale, já que os políticos, escolhidos pelo povo, tentem tendem a representar os seus próprios interesses. Nesse cenário, cabe ao povo, para não ser oprimido, utilizar de sua própria voz nas decisões políticas, mas isso não vem acontecendo na sociedade brasileira, tendo em vista que, desde 1988 só foram aprovadas quatro leis de iniciativa popular.
Assim sendo, a desigualdade social no Brasil não apresenta grandes mudanças e o povo acaba ficando sem aparato na política. A falha na educação brasileira tem importante participação nesse panorama, haja vista que, para formar cidadãos verdadeiramente críticos, deve-se deter de promover um bom ensino. Isso faz com que grande parte da população não entenda sobre sociedade, política, e pior, não queira entender(,) tornando mais fácil a opressão imposta pela elite.
Diante dessa problemática, cabe, portanto, ao povo, por meio da análise das leis e de como estão sendo aplicadas, a maior participação política, não se alienando e nem dando liberdade para que o político possa fazer o que quiser. As instituições de ensino também devem atuar com a melhora no seu método de ensino, isso por meio de aulas específicas sobre política e sobre o papel do cidadão, fazendo com que os jovens não apenas entendam, mas queiram aprender mais sobre isso.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 50 | Nível 2 - Desenvolve o tema recorrendo à cópia de trechos dos textos motivadores ou apresenta domínio insuficiente do texto dissertativo-argumentativo, não atendendo à estrutura com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 650 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |