A medida das coisas

Tema: Desinformação histórica: um problema, mil consequências

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 19/05/2016
Nota tradicional: 9
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Há indiscutivelmente diversos fatores (que) corroboraram para que o processo de desinformação histórica tenha se tornado um problema. Sobretudo, diante do cenário de crise política no qual o Brasil se encontra, muitos, devido à falta de conhecimento histórico e informações com embasamento científico, tornaram-se formadores de opiniões e críticos das verdades alheias. Entretanto, existem aspectos capazes de contornar tal conjuntura: o acesso simples e prático as às informações e uma educação voltada à formação do saber são alguns fatores que minimizariam essa problemática.

É importante pontuar, de início, que o estudo da história se fez presente em nosso cotidiano para explicar a formação de cada sociedade em seu habitat. No entanto, diante da era da tecnologia e da procura por informações fáceis e rápidas, a humanidade limitou-se apenas a à basicidade da informação. Por isso, atualmente, observamos a crescente violência por racismo, xenofobia ou intolerância motivadas pela falta de conhecimento histórico, cultural e social de um determinado corpo social.

Nesse contexto, o sociólogo Zygmunt Bauman ratifica o pensamento de aristotélico: “ Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que as afligem”. Dessa forma, as universidades devem se empenhar em encontrar soluções eficazes para capacitar o indivíduo a uma reflexão crítica e respeitosa e dialogar com a sociedade, pois assim funciona em países como os Estados Unidos, Japão e China.

É prudente, portanto, que haja uma conscientização individual sobre o seu papel na sociedade, refletindo sobre valores, buscando estabelecer uma capacidade crítica fortalecida com fatos e informações irrefutáveis, com o intuito de não cometer os mesmos equívocos de outrora. A comunidade acadêmica, por sua vez, deve estabelecer pontes de acesso ao conhecimento para formação do ser social, como forma de atenuar a desinformação, afim a fim de estabelecer uma maior tolerância e civilidade. Afinal, como afirmou Protágoras, o homem é a medida de todas as coisas.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos