Reescrevendo a história
Tema: Desinformação histórica: um problema, mil consequências
Segundo Edmund Burke, um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la. Nessa perspectiva, surge a problemática acerca da desinformação histórica que está intrinsecamente ligada à falta de educação(,) associado associada à disseminação de falsas informações.
A priori, podemos perceber a educação como um dos fatores decisivos. Segundo o sociólogo brasileiro Paulo Freire, se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. De maneira análoga, é possível afirmar que, levando em conta o pensamento de Burke e de Freire, sem uma base educacional, o povo não muda a mentalidade e comete erros semelhantes aos ocorridos ao longo da história. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da educação como forma de combate ao problema.
Outrossim, destaca-se a divulgação de fatos distorcidos como impulsionadora do problema. Na era da tecnologia da informação, opiniões e notícias chegam em segundos em qualquer lugar do mundo. Essa facilidade de divulgação ajuda diversos grupos, que visam atrair não só pessoas, mas também atenção às ideias defendidas por eles, a disseminar falsos dados. Assim, fica claro clara a visibilidade dessas desinformações em meios como a internet como forte base para o agravamento do problema.
Entende-se, portanto, que aspectos sociais devem ser levados em conta quando discutimos a desinformação histórica. A fim de atenuar o problema, cabe ao MEC trabalhar com as esferas estaduais e municipais(,) buscando elaborar projetos de educação em longo prazo, além de o Governo Federal participar ativamente nas redes sociais(,) divulgando fatos e curiosidades(,) e incentivar visitas a museus históricos. Dessa forma, com base no postulado de Freire, a repetição de erros já cometidos(,) assim como a desinformação sobre o passado(,) será gradativamente minimizada em nosso país.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |