Conhecimento histórico e posicionamento político
Tema: Desinformação histórica: um problema, mil consequências
Com a crise política no Brasil e o crescimento da polarização se acirrando a cada dia mais, é comum ver algumas pessoas relacionando alguns posicionamentos políticos à falta de conhecimento histórico. Entretanto, essa associação não é passível de comprovação, conhecer ou não a história do país não significa que o indivíduo vai assumir uma postura ética, pois o seu posicionamento é fruto de sua escolha pessoal.
Um caso curioso tomou as notícias dos jornais brasileiros há alguns anos atrás: um professor de história tinha uma suástica desenhada na piscina de sua casa, e em várias situações defendia posicionamentos neonazistas abertamente. Um professor de história não pode ser tomado como ignorante no assunto e mesmo que o fato da morte de milhões de judeus ser seja incontestável, ele resolveu defender o lado do genocídio. Ou seja: conhecimento histórico e uma postura humana não estão sempre ligados.
Outro fator importante, que demonstra que como nem sempre a história e as posturas éticas e sóbrias caminham de mãos dadas, é a historiografia que surgiu com a ditadura militar, que exaltava os militares e chamava o golpe de 1964 de “revolução”. Os historiadores que chamavam por essa alcunha um golpe que suprimiu os direitos democráticos e civis, não eram ignorantes históricos, e sim estavam escrevendo a história de acordo com os seus respectivos pontos de vista.
Portanto, relacionar conhecimento histórico e certas posturas frente à situação política do país é uma atitude generalista, que ignora as opiniões pessoais, e acaba taxando erroneamente de ignorantes aqueles que não assumem uma atitude padrão, assim isso deve ser evitado para manter o pluralismo de opiniões políticas, que é a principal característica de uma democracia.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |