Conhecimento histórico e posicionamento político

Tema: Desinformação histórica: um problema, mil consequências

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 03/05/2016
Nota tradicional: 9
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Com a crise política no Brasil e o crescimento da polarização se acirrando a cada dia mais, é comum ver algumas pessoas relacionando alguns posicionamentos políticos à falta de conhecimento histórico. Entretanto, essa associação não é passível de comprovação, conhecer ou não a história do país não significa que o indivíduo vai assumir uma postura ética, pois o seu posicionamento é fruto de sua escolha pessoal.

Um caso curioso tomou as notícias dos jornais brasileiros há alguns anos atrás: um professor de história tinha uma suástica desenhada na piscina de sua casa, e em várias situações defendia posicionamentos neonazistas abertamente. Um professor de história não pode ser tomado como ignorante no assunto e mesmo que o fato da morte de milhões de judeus ser seja incontestável, ele resolveu defender o lado do genocídio. Ou seja: conhecimento histórico e uma postura humana não estão sempre ligados.

Outro fator importante, que demonstra que como nem sempre a história e as posturas éticas e sóbrias caminham de mãos dadas, é a historiografia que surgiu com a ditadura militar, que exaltava os militares e chamava o golpe de 1964 de “revolução”. Os historiadores que chamavam por essa alcunha um golpe que suprimiu os direitos democráticos e civis, não eram ignorantes históricos, e sim estavam escrevendo a história de acordo com os seus respectivos pontos de vista.

Portanto, relacionar conhecimento histórico e certas posturas frente à situação política do país é uma atitude generalista, que ignora as opiniões pessoais, e acaba taxando erroneamente de ignorantes aqueles que não assumem uma atitude padrão, assim isso deve ser evitado para manter o pluralismo de opiniões políticas, que é a principal característica de uma democracia.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos