De poucos para poucos
Tema: Democracia brasileira: perspectivas
Dizer que a democracia nasceu na Grécia e que o significado do termo é “governo em que o povo exerce o poder” é algo que já foi repetido até a exaustão. Porém [vírgula] poucos dizem que a democracia grega excluía de sua participação mulheres, escravos e estrangeiros, sendo que quem participava das discussões sobre o funcionamento da pólis, eram [sem vírgula] apenas os homens maiores de idade e que para isso também precisavam ter ócio. A democracia já nasceu em uma perspectiva excludente e [vírgula] no caso brasileiro [vírgula] se construiu [construiu-se] dessa maneira e perpetuou-se ao longo das décadas como um sistema que representa apenas uma minoria dominante.
A proclamação da república brasileira [vírgula] ao contrário do que ocorreu em diversos países da américa latina [América Latina], não se deu com luta popularv[vírgula] e sim com um golpe militar. A república instaurada daí em diante, é [sem vírgula] marcada historicamente pelo voto de cabresto, o poder dos coronéis e as grandes oligarquias exercendo o poder. A participação popular das camadas inferiores nas decisões políticas é [foi] completamente inexistente na chamada república velha.
Outro aspecto interessante que revela como no Brasil nunca houve de fato uma democracia, que [sem vírgula] englobasse todas as classes da sociedade, [sem vírgula] é o parco entendimento e a aversão que as camadas mais pobres da sociedade sentem pela política e pelos partidos políticos. Para quem nunca foi representado de fato ou lembrado nos parlamentos, assistir o [ao] horário político na televisão ou votar são meras obrigações rotineiras que se repetem em um determinado período.
Logo, a discussão política e a participação democrática no Brasil, historicamente [sem vírgula] nunca contemplou [contemplaram] todas as camadas da sociedade e sempre se manteve atrelada as [às] classes mais privilegiadas. Enquanto esse quadro não for revertido, não é possível afirmar que o Brasil tem uma democracia madura e representativa que funcione com eficiência [vírgula] e sim um governo de poucos para poucos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |