Dos hábitos pessoais à estruturação de economias
Tema: Estamos mudando nossa consciência alimentar?
A preocupação com a seguridade alimentar levou a grandes transformações na Pré-História(,) consolidando a chamada Revolução Verde*, tal é a importância do consumo e produção de alimentos à sobrevivência humana e organização das sociedades. No cenário industrial pós-moderno, o enfoque dado à alimentação foi responsável por causar grandes impactos à saúde humana. Tal realidade está longe de ter um fim.
Durante o século XVIII, a Revolução Industrial atingiu o ápice não somente de um novo modo de produzir bens, como também inaugurou um padrão de sociedade cujo cerne tornou-se o consumo. Nesse meio, a indústria de alimentos ganhou grande espaço com a produção de enlatados, bebidas artificiais e mais tarde os “fast foods”(,) que logo se popularizaram com a mídia, sobretudo nos Estados Unidos.
Ao gerar grandes receitas com a produção e comércio de alimentos pouco saudáveis, grandes redes de lanchonetes foram também responsáveis por contribuir com o aumento do número de casos de doenças como o diabetes, a hipertensão e a obesidade, que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atingem milhares de pessoas em todo o mundo.
Se por um lado cresce o número de adeptos a práticas alimentares equilibradas, uma mudança em nossa consciência alimentar ainda está longe de acontecer, dado o grande poder da indústria de alimentos. Esta, muitas vezes(,) está associada à agropecuária, a qual produz transgênicos cujos efeitos no organismo de quem consome nem sempre são benéficos. Trata-se de uma cadeia econômica que engloba da produção primária ao comércio, e que tem consequências nos indivíduos e no meio ambiente.
Nesse sentido, a tomada de hábitos alimentares saudáveis ainda é uma aposta para o futuro, ante a força que (a) indústria de alimentos possui hoje. A consciência alimentar que se busca alcançar pode ser promovida com ações que perpassem os limites individuais e políticos, em que ao primeiro âmbito cabe restringir-se de dietas desequilibradas, e ao segundo construir uma legislação que coíba os abusos nutricionais da agropecuária e indústria de alimentos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |