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Há 20 anos foi aprovado o Estatuto da criança e do adolescente, que com seus regulamentos levaria a criança ao amparo total. Porém, ao contráriodo que diz no Estatuto, crianças são vítimas de violência todos os dias.
O caso de Isabella Nardoni, a menina de 5 anos que foi jogada pelo pai e pela madrasta do 6° andar de um edifício na zona norte de São Paulo, chocou o país. Assim como Isabella, há milhares de crianças que sofrem violência, tanto física como moral, dentro de suas próprias casas, que por lei deveria ser um lugar seguro. Algumas chegam a sofrer violência sexual praticada por seus irmãos, padrastos e até mesmo por seus pais.
Viver sobre os cuidados de responsáveis criminosos é o maior problema para essas crianças, mas para os menores abandonados o maior problema é não ter alguém responsável por eles. Jogados nas ruas sem ter onde dormir, o que vestir e às vezes até sem ter o que comer eles vivem à margem da sociedade onde sofrem abusos, violência de todos os tipos e muitos se envolvem com drogas, prostituição e criminalidade. Esses menores não tem a quem recorrer, pois para a sociedade eles simplesmente não existem.
O problema da violência infantil pode ser amenizado com um aumento na fiscalização, a criação de casas de apoio para menores abandonados e a divulgação de campanhas de respeito à criança, mas somente será resolvido quando houver uma sociedade consciente de suas responsabilidades. Pois se as crianças são o futuro da nação, como será o nosso futuro se continuarmos agindo assim?