O ser humano evolui com a troca de experiências
Tema: A retomada do espaço público nas cidades
A urbanização em todas partes do planeta iniciou-se não por uma escolha de estilo de vida e, sim, por uma necessidade de sobrevivência. A vida no campo, embora seja romantizada pelos cidadãos modernos, sempre foi muito penosa e cheia de incertezas. Por isso, assim que a Revolução Industrial do século XVIII acenou com a promessa de prosperidade(,) as cidades começaram a surgir próximo (aos locais) onde as fábricas se instalaram.
As maiores e melhores oportunidades de estudo e trabalho fizeram as pessoas abandonarem a zona rural de uma forma muito rápida. Esse aglomerado de gente adentrou nas cidades de forma bem desordenada e, então, ficou evidente que a infraestrutura era insuficiente. Como consequência dessa desordem populacional(,) surgiu a violência e aumentou a poluição gerada pelas fábricas, já que a desorganização se estendia também aos serviços básicos, como, por exemplo, a coleta de lixo.
No início da urbanização as pessoas ainda traziam consigo o espírito de confiança que pairava no campo. Na atualidade(,) a explosão da violência e o predomínio do automóvel como meio principal de locomoção fez as pessoas pouco a pouco ficarem centradas em formas de interação social intrafamiliar e os locais públicos foram esquecidos. Ocorre que o ser humano evolui com a troca de experiências com seus semelhantes. Tendo em vista essa necessidade, há várias pessoas repensando formas de retomar os espaços públicos.
Toda e qualquer ideia que queira de fato fazer da retomada dos espaços públicos uma realidade terá que passar por dois pilares: segurança e abrangência de público. Uma praça que queira oferecer em seus anfiteatros peças que não contemplem todas as faixas etárias já descumpriu a exigência de abrangência. Caso ela fique em local mal iluminado e/ou com bancos quebrados e sem equipe de policiamento(,) deixará a todos inseguros.
Logo, para a retomada definitiva dos espaços públicos(,) há a obrigação de consultar o povo em todas as decisões que envolvem aquele espaço, bem como garantir o mínimo de proteção aos frequentadores. Antes é preciso valorizar a experiência do convívio social e incluir os agentes econômicos nesse projeto. Lembrando que a urbanização surgiu em torno da atividade produtiva(,) seria interessante questionar se a carga de serviço hoje viabiliza o convívio social por prazer. Afinal, não podemos esquecer que a razão de ser dos espaços públicos é a interação, não a ornamentação de uma cidade.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |