Tema: Política sobre drogas no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 16/09/2015
Nota tradicional: 9
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     Segundo a Lei de Lavoisier, “na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Essa concepção traz ao âmbito atual base das grandes modificações a que a sociedade está sujeita, dentre elas, o consumo de drogas. No Brasil, tal perspectiva encontra debates no que tange a uma possível legalização para uso pessoal, no entanto, os efeitos sociais negativos são colocados em xeque.

     É indiscutível afirmar que o uso de drogas, desde épocas remotas, está fincado na sociedade humana. Na década de 60, por exemplo, o movimento Hippie difundiu os benefícios espirituais e terapêuticos das drogas com base na “liberação da mente”, trazendo aos dias atuais, grandes influências. A legalização do uso pessoal dessas substâncias, nesse sentido, acabaria por intensificar sua difusão, no entanto, reduziria o grande contingente do sistema carcerário, já que a criminalização, principalmente entre jovens e negros, seria diminuída. Ademais, discute-se que a vida pessoal do usuário é (a) únicamente afetada, não trazendo malefícios aos outros indivíduos na esfera social.

     Apesar disso, as consequências negativas desse debate são, de fato, evidentes. Assim como comprova o âmbito biológico, as drogas têm efeitos estimulantes, deixando o indivíduo eufórico, ou alucinógenos, que trazem sensações agradáveis. Nesse contexto, seria inevitável a progressão da violência e de comportamentos negativos baseados na transgressão de leis e de regras morais, comprometendo, assim, a segurança dos indivíduos no cenário social e, até mesmo, o patrimônio público. Além disso, assim como afirmou Aristóteles, com o conceito de eudaimonia, a felicidade é alcançada através de um equilíbrio entre razão e satisfação de prazeres, no entanto, sabe-se que tal felicidade não pode ser alcançada em detrimento do caos social.

     Fica evidente, portanto, que a legalização do uso de drogas no Brasil traz danos à estrutura social. Desse modo, é necessário que o Estado realize políticas públicas que sejam voltadas, em associação com profissionais de saúde, para o tratamento de usuários, além da integração entre eles. Esse último objetivo deve ser alcançado pela mídia, difundindo na sociedade a ideia de ajuda a grupos sociais consumidores de drogas, através de uma cultura de protesto, mas sem denegri-los. Cabe, ainda, à escola e à família, ensinar às crianças, além do valor do respeito e da ajuda ao outro, o cumprimento da legalidade. Só assim, a felicidade aristotélica poderá, no Brasil, ser alcançada.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos