Violência, residente inóspita
Tema: Violência contra a criança: o caso Nardoni
O caso Nardoni, como ficou conhecido, chocou o povo brasileiro pela crueldade do crime cometido contra a menina Isabella, cujos principais suspeitos são Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta. Observa-se até que ponto o direito de uma criança é assegurado? O Estado é capaz de protegê-la do próprio âmbito familiar? Reflexo dessa inépcia é o elevado índice de violência infantil, inclusive dentro de lares.
No dia 29 de março de 2008, morre a menina Isabella com apenas cinco anos, jogada de uma altura de 20 metros, não resistiu. Segundo os peritos, a causa da morte foi politraumatismo. A imprensa se mobilizou ao noticiar o ocorrido. Enquanto, a sociedade injuriada com a brutalidade esperava esclarecimentos. Após 2 anos, a justiça condena a 31 anos de prisão, Alexandre, e 26, Anna Carolina, passível a recorrer.
À medida que os acusados insistiam na existência de um terceiro envolvido que teria realizado a barbárie, o trabalho da acusação prosseguia, especialmente, através da Polícia Científica que encontrou fortes indícios que os criminosos não estavam longe, mas no mesmo ambiente que Isabella, ela foi ferida pela madrasta que depois a esganou, apesar dela ainda estar viva, embora inconsciente, ele a atirou do prédio, friamente.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na teoria, assegura a proteção total da criança, entretanto, um livro com artigos redigidos é insuficiente. A lei quando se limita ao papel, como se evidencia em nossas crianças, é dispensável. A menos que haja um interesse em validá-las na realidade de descaso de um ser indefeso.
Infelizmente, os casos se multiplicam. Os dados são aterradores, tamanha vilania imposta no trato com nossas crianças. Desde agressões físicas, consideradas rotineiras e "corregedoras", até exploração do trabalho e prostituição infantis, pedofilia, humilhações, toda espécie de atrocidades. Prejuízos irreparáveis. Quantas Isabellas precisarão ser mortas?
Afinal, não se deve só exigir justiça, mas eficácia no combate à violência infantil, tais como órgãos especializados, mais atuantes e menos burocráticos, capazes de reduzi-la também intimidando os possíveis agressores. Quando população perceber o engajamento do governo, ver-se-á gradativamente a conscientização da responsabilidade individual que assim como no assassinato de Isabella, começa dentro de casa. Porque criança não é bicho, é cidadão, cujo direito de amparo é inalienável.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |