Tema: Política sobre drogas no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/09/2015
Nota tradicional: 8
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     No século XIX, a Inglaterra abriu aos chineses um mercado consumidor ilegal de drogas, o que acabou por trazer consequências negativas à China, porque a população ficou cada vez mais dependente, desencadeando a Guerra do Ópio. Essa perspectiva histórica evidencia a capacidade de influência que a droga pode estabelecer no meio social, no entanto, atualmente, coloca-se em debate no Brasil a legalização do uso pessoal de drogas, o que cabe avaliar com base nas possíveis consequências.

     Em uma primeira análise, é indiscutível afirmar que as drogas, no âmbito biológico, assim como álcool, funcionam como agentes depressores do sistema nervoso central, trazendo impactos negativos ao organismo humano, que inclui, a princípio, a dependência. Tal perspectiva é, inevitavelmente, uma das causas do crescente tráfico estabelecido nas zonas urbanas, de modo a movimentar um amplo mercado consumidor, levando, ainda, ao aumento da violência nas ruas na medida em que o combate e a prisão de traficantes tornam-se metas. A legalização de drogas, nesse sentido, acabaria por intensificar, sigilosamente, tal quadro*.

     Apesar disso, sabe-se que, atualmente, assim como o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda estabeleceu o estereótipo de “homem cordial”, a ideia de consumidor de drogas acaba por se tornar estereótipo de traficante ou criminoso. A facilidade que se tem para comprar drogas(,) associada a uma legalidade(,) fortaleceria o conceito de crime na zona urbana, trazendo um caos social inerente às instituições como a família, a escola e o trabalho. Coloca-se em xeque, ainda, a verdadeira utilidade pessoal das drogas para um indivíduo, já que, além de trazer danos à saúde, é fonte da busca do prazer, o que não justifica a desordem social, frente ao que já afirmou Max Weber, ao associar ética e responsabilidade.

     Torna-se evidente, portanto, que a legalização do uso de drogas no Brasil exige muita cautela. Desse modo, é necessário que o Estado, através de sua função reguladora, atue em políticas públicas educativas, associadas a ONGs, que tenham o objetivo de desviar os indivíduos do uso de drogas. Tal meta deve ter nas instituições de saúde pública o atendimento de dependentes para possíveis tratamentos. Cabe, ainda, a à mídia, envolver os cidadãos em discussões sobre consequências sociais do uso de drogas, de modo a ter, assim, a ordem e o progresso defendidos na bandeira brasileira.

 

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 8

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos