Tema: Política sobre drogas no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/09/2015
Nota tradicional: 8.5
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   Ao longo da história, o homem usou as drogas para os mais diversos fins, como os religiosos e culturais, o que, com o avanço da medicina e com a descoberta de novas plantas, foi intensificado. Na sociedade contemporânea, no entanto, questiona-se o impacto que essas substâncias podem trazer ao organismo e às relações sociais dos indivíduos. Já no Brasil, divergências opinativas se relacionam às políticas sobre drogas, o que cabe avaliar diante dos cenários histórico e capitalista construídos.

   Em primeiro plano, é incontestável afirmar as consequências que as drogas causam na fisiologia humana e nas relações sociais. No âmbito biológico, essas substâncias agem como depressoras do sistema nervoso, o que proporciona uma liberação de neurotransmissores que causam a dependência química. No âmbito sociológico, o cenário capitalista e globalizado leva a “Indústria Cultural”, segundo Theodor Adorno, a promover uma mídia que impulsiona a economia, sendo, dessa forma, uma das causas para a adesão de muitos jovens às drogas, já que não há uma reflexão crítica. Além disso, é perceptível que desde a eclosão do movimento Hippie e de protestos contra a guerra do Vietnã, por exemplo, a dependência vem alcançando números expressivos, o que confirma a coerção social, proposta por Durkheim.

   No Brasil, país no qual o tráfico de drogas é considerado crime, muitas políticas públicas são desenvolvidas, mas são, muitas vezes, consideradas ineficazes. Além disso, o próprio Estado, como órgão regulador- segundo Max Weber-, apresenta precariedade de investimentos em instituições de assistência a dependentes químicos. Nesse sentido, políticas de legalização à da maconha, por exemplo, poderiam ampliar o caos social, uma vez que nem mesmo o país apresenta uma eficácia policial. Desse modo, a organização social e o consequente progresso, defendidos por Augusto Comte, não se fundamentariam nessa realidade.

   Infere-se, portanto, que políticas acerca das drogas, no Brasil, podem culminar com o caos diante da ordem vigente no país. Dessa maneira, torna-se evidente a necessidade da criação de órgãos governamentais que combatam o tráfico de drogas, juntamente à mídia, através de propagandas publicitárias. Ademais, ONGs podem ser criadas para investigar casos de usuários de drogas no país e as suas relações sociais. O Estado, então, deve investir em instituição de atendimento a dependentes químicos. Por fim, a escola e a família devem promover uma reflexão crítica nas crianças diante da influência midiática, para que, assim, seja garantida a ordem social, proposta por Comte.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos