A criminalização das drogas: benefício ou malefício para a sociedade?
Tema: Política sobre drogas no Brasil
Um assunto sempre polêmico, a política sobre drogas está ainda mais sob os holofotes neste último mês, com o tão aguardado julgamento do STF sobre a criminalização ou não do porte e uso de drogas. Com tantas opiniões contra e a favor, é necessário levar em conta, principalmente, quais as possíveis consequências para os usuários e, posteriormente, para a violenta política de guerra contra as drogas existente no país, considerando que tal decisão repercutirá diretamente no assunto tráfico de drogas e legalização.
Há quem diga que a liberação das drogas aumentaria o número de dependentes químicos, argumentando que o grande número de usuários frequentes de álcool e tabaco se deve ao fato de tais substâncias serem legais. Mas será que isto procede? Vemos na TV tantos jovens e crianças dependentes de crack, por exemplo, mas nunca escutamos que algum deles deixou de ser usuário por ter dificuldade de encontrar a droga. A maioria dos jovens, usuários ou não, conhecem os meios de se adquirir drogas ilícitas.
O mais importante ao se tratar de assuntos como esse é deixar o preconceito de lado. Parar de enxergar os usuários como marginais e entender que não é simplesmente um problema individual, mas um problema de cunho social que atinge o país. Se o usuário for tratado como criminoso e marginalizado, há grandes chances dele também começar a se enxergar dessa maneira e assim se tornar um problema maior para a sociedade. Portanto, eles devem ser tratados com respeito e dignidade. Precisamos de políticas eficazes para ajudá-los e integrá-los à sociedade.
Concluindo então, os usuários de drogas não deveriam ser penalizados pelos erros das políticas de combate ao tráfico. Eles são vítimas! Criminalizar o uso dessas substâncias químicas não diminuirá o problema das drogas no país e pode acarretar um problema ainda maior: jovens à margem da sociedade - marginalizados e excluídos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |