Descriminalização pode ser uma saída
Tema: Política sobre drogas no Brasil
Atualmente, adquirir, guardar e portar drogas é um crime no Brasil, segundo o artigo 28 da Lei Antidrogas. Está em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento quanto a à descriminalização do porte de drogas para uso pessoal. Há questionamentos de prós e contras, pois afinal(,) o que seria menos pior: continuar proibindo o uso de drogas ou liberá-las totalmente?
Países como Chile, Canadá, Uruguai, dentre outros, legalizaram o uso individual da maconha, descriminalizando este ato, permitindo carregar consigo um mínimo de 5 gramas e plantar em casa até 5 mudas, embora não seja possível vender nem comprar, a não ser com prescrição médica, sob pena de reclusão ou multa. Sendo o consumo de drogas um caso típico de autolesão(,) julga-se, nestes territórios, que não há interferência na sociedade, pois assim como não podem punir tentativa de suicídio, não podem punir alguém que lesa apenas a própria saúde. Quando o consumo afeta somente a vida do usuário(,) cabe a ele decidir.
Contudo, em nosso país, percebe-se que a proibição e perseguição a usuários e traficantes têm tem ocupado demasiadamente o serviço público e vidas têm sido perdidas na busca de acabar com esta atividade. Em 2014 cerca de 306 policiais e militares foram feridos, destes, 87 foram mortos. O serviço penitenciário está repleto sobrecarregado, gerando custos e, assim mesmo, as atividades se proliferam dentro das próprias cadeias.
Assim sendo, faz-se necessário necessária uma ação mais efetiva, como Pedro Abramovay, ex-secretário Nacional de Justiça no governo Lula, sustentou em entrevista à BBC Brasil que a descriminalização "permite fazer uma prevenção melhor", acrescentando que “regulamentar é melhor que proibir”. O porte e uso de drogas(,) não sendo visto como crime, como o álcool e o tabagismo, poderão ser tratadas tratados como vícios com seus devidos tratamentos e não como crimes. Afinal, usuários de drogas são viciados ou criminosos?
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |